Os 5 Princípios da Resiliência
Como sempre temos contextualizado, vivemos em um mundo de constantes transformações, onde a velocidade das mudanças desafia indivíduos e organizações a se adaptarem rapidamente. No cenário corporativo, isso se traduz em novas demandas, maior competitividade e a necessidade de inovar continuamente. E essa é uma dinâmica que não está no nosso controle, pois são mudanças externas que geram transformações nos comportamentos das pessoas (tanto clientes quanto colaboradores) e que certamente afetará o dia-a-dia da liderança por estarmos imersos neste contexto. Portanto, resistir a essas mudanças não nos leva a atingir necessariamente os resultados que queremos. E é aqui que vemos a importância de desenvolvermos nossa competência de resiliência para superarmos esses desafios de uma adaptação contínua praticamente. Ao fortalecermos os pilares da nossa cultura, conseguimos ganhar mais foco e clareza para não nos perdemos nesses processos adaptativos, pois mantemos a força do propósito como norte das transformações.
Em um dos encontros da comunidade Reinvente, o especialista João Casarri Neto destacou os cinco princípios da resiliência: aceitação, autoconhecimento, persistência, foco na solução e aprendizado contínuo. Esses princípios não apenas ajudam os profissionais a lidarem melhor com desafios individuais, mas também fortalecem equipes e organizações, tornando-as mais adaptáveis e inovadoras.
A aceitação da realidade como parte do processo de crescimento evita que as empresas fiquem presas em lamentações ou resistências desnecessárias. Um exemplo prático está nas startups que entendem que o fracasso faz parte da jornada, ajustam suas estratégias e seguem em frente. Da mesma forma, o autoconhecimento permite que líderes e profissionais identifiquem seus pontos fortes e oportunidades de melhoria, promovendo um ambiente de trabalho mais empático e colaborativo.
O terceiro princípio, persistência, é essencial para times que enfrentam desafios diários. Em empresas com uma cultura inovadora humanizada, os erros são vistos como aprendizados, e não como fracassos definitivos. Organizações como o Google e a 3M são conhecidas por permitir experimentação constante, incentivando a criação de soluções originais mesmo diante de dificuldades.
Já o foco na solução ajuda as equipes a evitarem a paralisia diante de problemas. Em vez de se concentrar no que não deu certo, profissionais resilientes buscam caminhos alternativos. Isso se alinha ao conceito de uma cultura que valoriza a iniciativa e a responsabilidade compartilhada, elementos fundamentais para inovação.
Por fim, a mentalidade de aprendizado contínuo é indispensável em um mercado dinâmico. Como destacou João Casarri Neto, quem não se atualiza está fadado à obsolescência. Empresas que investem no desenvolvimento dos seus colaboradores garantem não apenas melhores resultados, mas também um ambiente de trabalho mais motivador e preparado para o futuro. Além disso, uma cultura inovadora humanizada se fortalece justamente na força do aprendizado contínuo direcionando os desafios de aprendizagem nas bússolas individuais de cada colaborador para que possam ter clareza do desenvolvimento técnico, emocional e comportamental que precisam para seguir em frente vivendo o propósito coletivo da empresa.
Por tudo isso, a resiliência, então, não é apenas uma característica desejável, mas um componente essencial para a construção de uma cultura corporativa inovadora e humanizada, pois permitirá uma abertura maior ao erro, incluindo-o como natural na dimensão do aprendizado. Empresas que cultivam esses princípios criam ambientes mais saudáveis, produtivos e preparados para os desafios do futuro, pois o caminho para a inovação passa pela capacidade de superar dificuldades, aprender com elas e seguir em frente com ainda mais força.