O Poder das Forças de Caráter na Cultura Organizacional
O que torna uma cultura organizacional verdadeiramente inovadora e humanizada? Muitas empresas buscam respostas em processos, tecnologia e metodologias de gestão, mas um dos pilares fundamentais está nas pessoas e em suas forças de caráter. No encontro mais recente da Comunidade Reinvente, Adriana Carvalho trouxe uma reflexão poderosa: nossas forças são os nossos valores em ação, e reconhecê-las é essencial para o desenvolvimento de um ambiente organizacional mais produtivo e humanizado.
As 24 forças de caráter, identificadas pela psicologia positiva, são a expressão mais autêntica do que cada indivíduo tem de melhor. Elas estão presentes em todas as pessoas em diferentes graus e podem ser fortalecidas ou negligenciadas, assim como músculos. No contexto empresarial, esse conceito pode transformar não apenas o desempenho individual, mas também a dinâmica das equipes e os resultados organizacionais. Empresas que investem no desenvolvimento das forças de seus colaboradores veem melhorias significativas em engajamento, produtividade e satisfação no trabalho.
A cultura inovadora humanizada se fortalece quando os líderes criam espaços seguros para que seus times possam expressar e desenvolver suas melhores qualidades. Adriana Carvalho destacou a necessidade de combater a “cegueira de forças”, ou seja, a dificuldade de reconhecer nossas próprias virtudes e as dos outros. Muitas vezes, comportamentos valiosos passam despercebidos porque são vistos como algo “natural”, quando, na verdade, representam vantagens competitivas para as organizações.
Um exemplo prático pode ser observado em empresas que incentivam o reconhecimento das forças de seus colaboradores no dia a dia. Imagine um time comercial onde a “perseverança” e a “inteligência social” são identificadas e incentivadas nos vendedores. Ao alinhar essas forças ao processo de vendas, os resultados não apenas melhoram, mas também se tornam sustentáveis, pois estão alinhados às habilidades naturais de cada indivíduo. Da mesma forma, empresas que priorizam a “justiça” e a “honestidade” na liderança criam ambientes mais transparentes e confiáveis, reduzindo conflitos e aumentando a colaboração.
Inovação e humanização caminham juntas quando as organizações se comprometem a valorizar e fortalecer as características positivas de seus colaboradores. Em vez de apenas corrigir fraquezas, a gestão passa a potencializar talentos, resultando em um ambiente de trabalho mais motivador e eficiente. Como compartilhado no encontro, estudos como o “Gallup State of the Global Workplace” demonstram que colaboradores que percebem que suas forças são aproveitadas são mais felizes, produtivos e engajados.
A aplicação prática desse conceito é um diferencial para as empresas que desejam construir uma cultura organizacional inovadora e humanizada. Ao integrar o reconhecimento das forças de caráter às estratégias de desenvolvimento humano, é possível criar um ambiente onde cada colaborador se sinta valorizado e parte essencial do propósito da organização. Afinal, como ressaltou Adriana Carvalho, o que muitas vezes parece comum é, na verdade, extraordinário – e reconhecer isso pode ser a chave para transformar a forma como trabalhamos e nos relacionamos. Você tem clareza das suas próprias forças? Se quiser conhecê-las melhor, o Instituto VIA oferece um teste, gratuito e muito eficaz, que utilizamos com nossa equipe na CCLi e nos ajuda muito na gestão dos talentos nesta perspectiva que compartilhei no artigo de hoje. Vale a pena se dedicar para evitar a “cegueira de forças” que a Adriana mencionou!