Liderança 5.0
Estamos vivendo um momento histórico em que o avanço tecnológico não apenas transforma o mercado, mas redefine nossa própria sociedade. A Sociedade 5.0, conceito apresentado pelo Japão em 2016, nos convida a integrar o mundo físico e digital em prol de soluções centradas no ser humano. Nesse contexto, o papel dos líderes se torna ainda mais crucial: é hora de atualizar o “software mental” e se preparar para desafios que vão além da tecnologia, abraçando a inovação e a humanização como pilares.
A evolução da sociedade demonstra que avanços disruptivos sempre moldaram a forma como vivemos e nos relacionamos. Desde a Sociedade 1.0, baseada na caça e coleta, até a Sociedade 4.0, marcada pela Revolução da Informação, cada etapa trouxe novas dinâmicas e desafios. Agora, na Sociedade 5.0, a tecnologia não é apenas uma ferramenta, mas um meio para resolver problemas globais, como sustentabilidade, igualdade de oportunidades e personalização de serviços. Como destacou Fábio Ban em nosso bate-papo na Comunidade Reinvente, “a inteligência artificial é poderosa, mas a inteligência humana precisa acompanhar para que a tecnologia esteja a serviço de todos, não de poucos”.
Líderes que desejam prosperar nesse novo cenário precisam transcender da Era do Conhecimento para a Era da Experiência. Isso inclui focar tanto na Experiência do Cliente quanto na Experiência do Colaborador, promovendo ambientes colaborativos e propósitos compartilhados. Como já explorei em artigos anteriores, uma cultura inovadora humanizada se constrói justamente pela força de sustentação dos seus pilares que conectam propósito com resultados por meio de uma liderança orientada ao propósito que desenvolve pessoas engajadas com o próprio autodesenvolvimento, superando desafios em equipe e proporcionando a atualização do “software mental” mencionado pelo Fábio.
Os desafios não são pequenos. Líderes precisam criar oportunidades iguais, superar barreiras físicas e sociais, e garantir um ambiente que equilibre a alta performance com o bem-estar. Afinal, não se trata de competir, mas de colaborar para construir algo maior, onde o sucesso individual é um reflexo do sucesso coletivo. E para colaborarmos, precisamos nos sentir psicologicamente seguros e, daí, a importância do pilar ambiente para essa colaboração ser de fato possível.
Essa transformação requer um modelo mental que valorize a criatividade, a abundância e o protagonismo. Como exemplificado por Fábio Ban, a competitividade pode ser redefinida para ser “o melhor para a equipe”, e não apenas “o melhor na equipe”. Essa mudança de perspectiva é essencial para navegar na integração do mundo físico e digital, onde conceitos como metaverso, robôs e meta-humanos já começam a remodelar o mercado de trabalho.
Por fim, é essencial lembrar que a liderança na Sociedade 5.0 não se limita a gerenciar tecnologias, mas a inspirar pessoas. Como disse Fábio Ban, “não se trata apenas de avançar tecnologicamente, mas de criar um mundo mais inclusivo e conectado, onde todos possam prosperar”. Atualizar seu software mental não é apenas uma opção, é uma necessidade para os líderes que desejam estar à frente nesta nova era.
Se você ainda não iniciou essa atualização, talvez seja a hora de refletir: em qual versão você está como líder? O futuro espera por quem está disposto a evoluir. E é um grande prazer poder contribuir para essa sua evolução aqui por meio desta coluna! Fique sempre à vontade para interagir comigo aqui a partir dos insights que a leitura puder provocar. E vamos firmes aprendendo a nos tornarmos os melhores líderes possíveis para a Sociedade 5.0.