A ESSÊNCIA COMO ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS
No universo corporativo, frequentemente falamos sobre branding — o processo de construir e comunicar a identidade de uma marca. Mas o que acontece quando levamos essa ideia para o nível pessoal? E mais importante: como essa transformação individual se conecta à cultura organizacional, especialmente em uma abordagem de Cultura Inovadora Humanizada?
No conceito de Personal Rebranding, exploramos a ideia de revisitar nossa essência para que a marca que projetamos seja autêntica e coerente com quem realmente somos. Essa jornada começa com autoconhecimento, permitindo-nos enxergar além dos “personagens” que criamos ao longo da vida e reconectar-nos com nossos valores mais profundos. Para as organizações, essa abordagem é igualmente essencial: a cultura de uma empresa é a soma das “marcas pessoais” que convivem nela. Se cada colaborador está alinhado com sua essência e tem consciência de quem é e busca uma vaga em uma empresa que também tem clareza de sua essência e busca uma equipe para se somar a ela, potencializamos o ambiente corporativo contribuindo positivamente para a vida de todos.
Assim como no rebranding pessoal, no qual o convite é para voltarmos à plenitude do ser, as empresas também precisam revisitar suas raízes culturais. Quais são os valores centrais? Eles estão claros para os colaboradores? Existe coerência entre o discurso e as práticas diárias? Esses questionamentos formam a base para um alinhamento que sustente estratégias de negócio inovadoras e humanizadas.
No dia a dia corporativo, isso se traduz em um esforço conjunto para alinhar os valores pessoais dos colaboradores com os da organização. Quando esse alinhamento ocorre, cria-se uma sinergia poderosa: colaboradores que se sentem parte de algo maior, que enxergam propósito no que fazem, geram resultados superiores e constroem uma cultura sólida, capaz de resistir aos desafios e evoluir continuamente.
E o papel da liderança nesse contexto não pode ser subestimado. Assim como no processo de rebranding pessoal, onde a autopercepção nos ajuda a ajustar comportamentos para atingir nossos objetivos, os líderes têm a responsabilidade de ser os primeiros a exemplificar os valores organizacionais. Eles devem criar um ambiente que promova segurança psicológica e abertura para que cada colaborador possa se expressar de forma autêntica, trazendo sua melhor versão para o trabalho.
O que isso tem a ver com estratégia de negócios? Tudo. Uma organização alinhada à essência de seus valores é mais resiliente, inovadora e ágil. Na prática, isso significa integrar a essência humana aos processos de negócio, reconhecendo que o sucesso empresarial começa nas pessoas.
O convite que deixo para você, leitor, é refletir: como sua essência tem impactado a marca pessoal que projeta? E na sua organização, os valores pessoais e empresariais estão em harmonia? O alinhamento entre cultura e essência — seja no nível individual ou corporativo — é o que transforma marcas em potências e empresas em comunidades vibrantes, capazes de prosperar em qualquer cenário.
A essência é a força. E na sua empresa, ela está sendo usada como estratégia?