Nesses mais de três anos de coluna, já falamos sobre vários poderes que podemos aplicar na vida para mantermos forte a conexão entre nosso propósito e os resultados que conquistamos quando nossas ações e decisões são norteadas por uma direção clara. Como setembro é um mês muito especial para mim, vou tomar a liberdade de usar este espaço para celebrar com vocês essa força de conexão com o propósito que cultivo, e que incentivo que todo líder e profissional consiga cultivar também.
Há exatos 35 anos (sim, estou ficando cada vez mais experiente) iniciava minha carreira profissional aos 14 anos como professor de idiomas na escola em que havia estudado. Minha grande paixão sempre foi estudar e ajudar as pessoas com o que aprendia. Meu primeiro emprego foi uma consequência natural desse brilho que a diretora Silvia enxergava naquele adolescente apaixonado pela língua e por ajudar os colegas de classe nos desafios, antes mesmo de eu me tornar professor.
Com os primeiros salários, celebrei essa conquista realizando um sonho: fiz minha primeira viagem para conhecer o mar. Tinha apenas 14 anos. Mas quanto mais o tempo passa, mais percebo a força dessas conexões espontâneas entre o que fazemos com naturalidade e o propósito que vai se revelando ao longo da vida. Celebrar nossas conquistas e dar o devido valor à manifestação do propósito no cotidiano é algo simples. E justamente por ser simples, muitas vezes passa batido.
Também foi em setembro que defendi minha dissertação de Mestrado, aprofundando tudo o que já vinha desenvolvendo na carreira. Esse processo me levou a empreender e fundar a CCLi Consultoria Linguística também no mês de setembro, no ano seguinte à defesa. Quando a CCLi nasceu, meu objetivo era criar um ambiente onde a inovação no ensino de idiomas pudesse fazer a diferença real na vida das pessoas. Não queria apenas dar aulas, mas resolver de verdade os problemas que as pessoas tinham com o uso prático da língua. Daí nasceu nossa metodologia disruptiva, que tira o foco do conteúdo para colocá-lo no resultado do aluno, e que acabou conquistando anos depois o Prêmio Nacional de Inovação.
Tudo o que compartilho nesta coluna, nesses anos todos, é fruto do aprendizado de liderar esse processo: conectar meu propósito de vida ao do negócio e manter essa força viva como elemento estruturante ao longo dos anos. E esse propósito trouxe muitas outras celebrações para setembro. O Cegente também faz aniversário neste mês e, há dez anos, me tornei sócio justamente pela conexão de propósitos que temos. E, se não bastasse, há oito anos a Aptitude iniciava sua primeira turma, também em setembro.
O que sinto, ao olhar para esses 35 anos, é que tenho vivido para aperfeiçoar a mesma coisa a cada ano: a conexão com o propósito de contribuir para transformar a vida das pessoas. Esse é o poder do propósito. Ele nos dá força para seguirmos em frente, para fazer valer a pena, para superar obstáculos e nos mantermos fiéis a nós mesmos diante de todas as mudanças e adaptações que a vida exige, justamente para que a essência siga viva ao longo do tempo. Quem tem contato direto comigo sabe o quanto amo celebrar os aniversários. Que possamos sempre celebrar nossos ciclos e abrir cada novo ciclo com a força de tudo o que já vivemos nos anteriores. E que possamos reforçar nosso propósito em nossas ações de forma cada vez mais profunda a cada ano. E meu muito obrigado por acompanharem esta coluna e contribuírem para mais uma atividade que reforça meu propósito de contribuir para transformar vidas a partir do que aprendo na vida.
