Como este é o primeiro artigo do ano, quero aproveitar para dar as boas-vindas ao nosso 2026. Que possa ser um ano em que consigamos aplicar muito do que aprendemos nos anos anteriores e sobretudo conquistar nossos principais objetivos em todos os âmbitos da nossa vida! Que o que discutimos aqui ao longo dos últimos anos sobre os conceitos da cultura inovadora humanizada possa nos potencializar ainda mais nessa busca por construirmos uma jornada que conecta nosso propósito aos resultados que buscamos.
No último ano, a ênfase foi em potencializar o ser humano frente à liderança (lembrando que liderar não é um cargo, mas um papel que exercemos em vários contextos na nossa vida, inclusive em casa). Olhamos sobretudo para os três pilares da dimensão interna da cultura inovadora humanizada que são propósito, liderança e pessoas. E agora em 2026, vamos dar um passo além focando a execução de tudo isso, na prática, conectando com os pilares ambiente, processos e resultados.
Há 10 anos, tenho adotado o ritual de eleger um “lema” para o nosso ano de trabalho na CCLi. É um artefato simples, mas que ajuda muito na orientação da visão e dos esforços coletivos. Os lemas são uma fonte de inspiração que nos ajudam a reforçar um foco importante justamente para fazermos o que mencionei no parágrafo de abertura: aproveitamos tudo o que aprendemos nos anos anteriores para reforçar as bases para o ano que estaremos construindo juntos. Neste ano, nosso lema será “Execução com Propósito” e, como precisarei desenvolver ainda mais minha própria liderança para dar conta de capitanear este lema com a equipe, pretendo compartilhar aqui estes aprendizados que poderão contribuir para que tenha mais resultados neste ano focando não apenas em fazer algo novo, mas em fazer melhor aquilo que já faz, olhando para oportunidades de conseguir resultados melhores na própria execução das rotinas já estabelecidas.
A execução costuma ser associada a controle, pressão e cobrança. Isso acontece porque os líderes não costumam ser preparados para este papel e cobram a execução orientada aos resultados, cobram a tarefa pela tarefa e pelo indicador que ela entrega. Sim, isso precisa ser observado, mas num segundo momento. O papel mais importante da liderança é ter clareza do propósito da tarefa, das rotinas e dos processos e entender o impacto de cada uma delas nos resultados. Essa clareza é que nos ajuda, inclusive, a perceber, quando uma tarefa já se tornou desnecessária por não ter conexão alguma com o propósito no contexto atual da empresa e só existe ainda porque sempre existiu, consumindo recursos sem gerar qualquer impacto.
Executar com propósito é liderar processos sem desumanizar pessoas, pelo contrário, é justamente despertar o potencial máximo de cada um com a clareza do seu papel no todo e de como suas tarefas contribuem para o propósito maior da organização. Executar com propósito é gerar resultado sem romper vínculos, acreditando justamente que é a força dos vínculos que dão dimensão da capacidade de entrega dos resultados almejados. Executar com propósito é atingir resultados de alta performance sem sacrificar saúde, sentido e pertencimento, pois a força motriz que nos energiza nesta busca é a nossa conexão com o propósito, fonte inesgotável de energia.
Abrir 2026 com o lema "Execução com Propósito é, portanto, um convite ao desenvolvimento da nossa maturidade na liderança. É compreender a liderança dos resultados a partir de uma nova perspectiva, pois não conseguimos resultados extraordinários sustentáveis apenas com esforço desmedido. Esse paradigma tem gerado exaustão em muitos ambientes. Para termos resultados extraordinários sustentáveis, precisamos de um contexto em que a força do propósito seja energia motriz para uma execução eficiente produzindo um contexto de coerência na inter-relação entre os pilares da cultura. Que possamos fazer um 2026 extraordinário juntos.
