A tirosina é um aminoácido endógeno, naturalmente produzido pelo corpo a partir de outro aminoácido chamado fenilalanina. A tirosina torna-se essencial para indivíduos que sofrem de fenilcetonúria, uma doença genética que impede o corpo de metabolizar o aminoácido fenilalanina. Pessoas com fenilcetonúria apresentam baixos níveis de tirosina, porque o organismo não consegue processar o aminoácido fenilalanina em tirosina.
A tirosina é precursora de diversas substâncias importantes para o corpo, como: é um bloco de construção para proteínas, enzimas, tecido muscular, catecolaminas (dopamina, adrenalina, noradrenalina), hormônios da tireoide e melanina.
As catecolaminas auxiliam nos períodos de esforços intensos, na melhora da fadiga física e exaustão mental. A dopamina é um neurotransmissor responsável pela regulação dos centros de recompensa e prazer do cérebro: a motivação, o foco, a concentração, o aprendizado, a resiliência ao estresse, o controle motor, o estado de alerta e a recuperação muscular.
A noradrenalina e a adrenalina são hormônios e neurotransmissores cruciais do sistema nervoso simpático. A adrenalina é responsável pela resposta de luta ou fuga em situações de estresse. Ela aumenta a frequência cardíaca e respiratória e libera energia para os músculos. Enquanto a adrenalina atua com foco no coração e vias aéreas, a noradrenalina atua na vasoconstrição, melhora a atenção, estado de alerta, a memória e a regulação do humor.
Os hormônios da tireoide, tirosina e triiodotironina, os principais responsáveis pela regulação do metabolismo, necessitam de vários nutrientes para a síntese, como: iodo, tirosina, selênio, zinco e ferro. Ela pode ajudar na melhora dos sintomas do hipotireoidismo (cansaço, sensibilidade ao frio, ganho de peso, constipação intestinal, alterações do humor, fadiga).
A melanina é o pigmento responsável pela cor da pele, do cabelo e dos olhos, e confere proteção da pele contra os danos da radiação ultravioleta.
Estudos têm demonstrado que a tirosina pode ajudar na melhora de pacientes com quadro de depressão, transtorno do déficit de atenção, demência, hipertensão arterial, narcolepsia, perda de peso, síndrome pré-menstrual, doença de Parkinson, síndrome da fadiga aguda crônica, alcoolismo, dependência de drogas, privação de sono.
No cérebro, a tirosina contribui para o aumento da velocidade de processamento das transmissões sinápticas, para a melhora da memória, do foco e da resposta ao estresse. Os pacientes com narcolepsia têm dificuldade para permanecer acordados durante o dia. A tirosina pode auxiliar na melhoria do alerta por promover excitação.
A dopamina desempenha um papel central no equilíbrio do circuito de recompensa do cérebro. Pessoas com dependência esgotam o circuito, o que aumenta seus desejos e comportamentos em busca de drogas.
Quando associada a substâncias naturais que queimam gordura, como a pimenta caiena e chá verde, a tirosina pode ajudar na redução do peso.
A tirosina pode ser encontrada em alimentos ricos em proteínas, como carne, peixes, ovos, leite, sementes de gergelim e abóbora, centeio, cevada, castanhas, nozes, pistache, feijão, lentilha, ervilha, aveia, amendoim, abacate.
