A taurina é um aminoácido sulfurado orgânico e não é usada para produzir proteínas. O nome taurina deriva do latim taurus, que significa touro. Ela é considerada semi-essencial ou condicionalmente essencial (o corpo produz taurina em momentos de doenças graves ou estresse). A taurina é sintetizada no fígado pela via do ácido cisteína sulfínico. Ela pode ser encontrada principalmente no fluido intracelular de muitos tecidos, com ênfase para o cérebro, olhos, coração e músculos.
A taurina tem sido associada às atividades antioxidantes, efeitos anti-inflamatórios, regulação do metabolismo e da pressão arterial, proteção do cérebro, coração, olhos, sistema digestivo, imunológico (atividade antitumoral), muscular, produção de energia, equilíbrio eletrolítico e prevenção do envelhecimento precoce.
A taurina auxilia no crescimento dos nervos, ajuda a manter a hidratação e produz sais biliares, que são essenciais para a digestão e absorção de gorduras no intestino. Esses processos são cruciais para o metabolismo lipídico (neutralizam a degradação de lipídios nas membranas celulares, eliminam radicais livres e participam da absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis). Ela ajuda na redução de colesterol e triglicerídeos e no risco de aterosclerose, atua na inibição da agregação plaquetária e na prevenção de embolia.
A taurina, como um dos aminoácidos mais abundantes no sistema nervoso, ajuda no desenvolvimento, sobrevivência e proteção das células neurais. Sua função neuroprotetora (reduz a apoptose neural e inflamação), auxilia na excitabilidade neural, atua como neurotransmissor na ativação da transmissão sináptica e contribui para a melhora da cognição, humor (ansiedade, depressão), comportamento, aprendizado e prevenção de doenças neurodegenerativas.
A taurina influencia a atividade elétrica e o tônus do coração, o que contribui para o controle da contratilidade, relaxamento do músculo cardíaco e função vascular (reduz disfunção endotelial e inflamação e melhora o fluxo sanguíneo). Estes atributos podem ajudar a reduzir a pressão arterial, melhorar a função endotelial e a saúde vascular. As suas propriedades antioxidantes auxiliam na redução do risco de doenças cardiovasculares, como aterosclerose e insuficiência cardíaca.
A taurina ajuda na regulação metabólica da glicose. Ela facilita a liberação de insulina, melhora a sensibilidade à insulina e o controle da diabetes tipo 2.
A taurina auxilia no aumento da absorção de oxigênio pelo corpo, no desempenho atlético (aumento da contratilidade muscular, resistência, força muscular e diminuição da fadiga), reduz os danos musculares e alivia o estresse oxidativo induzido pelo exercício.
A depleção do estoque de células-tronco diminui com o envelhecimento. A taurina aumenta a sobrevivência das células-tronco, a sua capacidade regenerativa e retarda o declínio nas funções dos órgãos e sua competência de cura pós-danos. Ela ativa as sirtuínas, proteínas que estão associadas ao aumento da longevidade.
Os efeitos antioxidantes da taurina podem ajudar a combater o estresse oxidativo associado a doenças degenerativas da retina, como a degeneração macular relacionada à idade.
A ingestão de energéticos com taurina, associada à cafeína, álcool ou drogas, pode provocar convulsões e parada cardiorrespiratória.
Os alimentos que contêm os níveis mais elevados de taurina provêm do mar e incluem: peixes, frutos do mar, algas marinhas; mas também carne, leite e ovos.
