A glicose (também conhecida como dextrose) é uma derivada do grego “gleu-kos”, que significa vinho doce. A glicose é um composto orgânico constituído por hidrogênio, carbono e oxigênio. Ela é classificada como um monossacarídeo e é o mais abundante e a maior fonte de energia em todos os organismos vivos.
A glicose é o principal precursor para a síntese de diferentes carboidratos, como o glicogênio, ribose, desoxirribose, galactose, glicolipídios, glicoproteínas e proteoglicanos. Para entrar ou sair das membranas celulares, a glicose requer proteínas para o seu transporte.
A glicose é produzida pelas plantas por meio da fotossíntese, utilizando luz solar, água e dióxido de carbono. A maior parte da glicose não ocorre em sua forma livre, mas sim na forma de polissacarídeos, como a sacarose e o amido, comuns em plantas, a lactose do leite, a celulose da parede celular dos vegetais. Esses polímeros, quando consumidos por animais, fungos e bactérias, são degradados em glicose pela ação de enzimas.
No nível celular, a glicose é o substrato final que ingressa nas células, onde é convertida em ATP (adenosina trifosfato) e promove a liberação de água e de dióxido de carbono.
A utilização de glicose como fonte de energia acontece por meio de respiração aeróbica, respiração anaeróbica ou fermentação. Na respiração aeróbica (com oxigênio), são produzidas de 30 a 32 moléculas de ATP por molécula de glicose. Na respiração anaeróbica (quando não há oxigênio suficiente disponível), são produzidas 2 moléculas de ATP por molécula de glicose. A produção de ATP pela fermentação sem o oxigênio gera 2 moléculas de ATP por molécula de glicose.
Em humanos adultos, existem cerca de 18 g de glicose, das quais 4 g estão presentes no sangue. São produzidos entre 180 a 220 g de glicose no fígado diariamente. No fígado são armazenados cerca de 150 g de glicose e nos músculos cerca de 250 g, na forma de glicogênio.
O excesso de glicose no sangue é armazenado no corpo, principalmente no fígado, nos músculos, na forma de glicogênio, e o excedente é convertido em ácidos graxos, que são armazenados como triglicerídeos nas células adiposas. Quando ocorre escassez de glicose, como durante jejum ou exercícios, ela é liberada a partir da quebra do glicogênio em um processo conhecido como glicogenólise.
A concentração de glicose no sangue em jejum de uma pessoa saudável varia de 70 a 100 mg/dL. A concentração de glicose é regulada pelos hormônios insulina, incretina e glucagon. A insulina funciona como uma chave que abre as portas das células para a glicose entrar, virar energia ou ser guardada no fígado e músculos, ou armazenada como gordura. Incretinas avisam o pâncreas para liberar insulina antes do açúcar chegar no sangue (são hormônios produzidos pelo intestino logo após a ingestão de carboidratos). O glucagon aumenta o açúcar no sangue (é liberado pelo pâncreas quando cai o açúcar no sangue). O índice glicêmico é um indicador da velocidade de absorção e conversão de carboidratos ingeridos em glicose (a glicose é definida como 100).
As principais fontes de glicose são obtidas dos carboidratos da dieta, como o açúcar de mesa, arroz, batata, mandioca, milho, frutas, mel, doces, bolos, bolachas, sorvetes, balas, chocolates, massas, pães, sucos de frutas, barras de cereal, ketchup, refrigerantes, energéticos, leite.
