Viver mais já não é o único objetivo. A busca agora é por viver melhor. Em meio à rotina acelerada, marcada por jornadas longas de trabalho, excesso de estímulos e pouco tempo livre, cuidar da saúde pode parecer um desafio distante. Mas especialistas ouvidos pela reportagem reforçam: pequenas escolhas diárias têm impacto direto na longevidade.
Entre alimentação equilibrada, prática de exercícios e atenção à saúde emocional, o caminho para uma vida mais longa passa por decisões consistentes e possíveis. A seguir, veja sete ações que podem ser incorporadas à rotina para promover mais bem-estar e qualidade de vida ao longo dos anos.
Organize o tempo e priorize o autocuidado
Para a psicóloga Jéssica Palin Martins, que também é advogada especializada em saúde emocional no trabalho, o primeiro passo é entender que o problema não está necessariamente na pressão do dia a dia, mas na forma como lidamos com ela. “Trabalhar sob pressão não é o problema ou a justificativa da falta de tempo para cuidar da saúde. Costumo dizer que a gente vive sob pressão desde o nascimento, como por exemplo, sair da zona de conforto do útero materno, cortar o cordão, começamos a chorar, tomamos várias vacinas, ou seja, a primeira hora do nascimento é pressão, todos passam por ela chorando e não sorrindo, e bem-vindos à vida, é assim mesmo.
A pressão vem da empresa, dos clientes, dos funcionários, da família, dos amigos, por todos os lados existe pressão. “O que ajuda a viver mais e melhor ainda que haja pressão, é a organização. Para aquilo que queremos e focamos, achamos o tempo.”
Faça escolhas conscientes no dia a dia
Segundo a psicóloga Jéssica Palin Martins, viver melhor exige decisões e renúncias. “Nesse caso, a pressão é boa porque te impulsiona a enxergar a urgência de se preocupar com o bem-estar físico, e isso, levará a tomar atitudes simples de reconhecer a importância de se organizar para dedicar um tempo a exercícios físicos. Se você decide por algo, automaticamente, exclui outro. Decidir pelos exercícios físicos e pelo bem-estar, é excluir talvez 40 minutos ou uma hora de entretenimento em redes sociais, por exemplo.”
A saúde emocional é um dos pilares da longevidade, e passa diretamente pela forma como cada pessoa entende a si mesma. “Penso que para viver uma vida emocional saudável, não existe outra forma senão for pelo autoconhecimento, cada pessoa precisa saber como funcionam seus sentimentos, suas reações, seu temperamento, suas fraquezas, suas virtudes, para aprender a se gerir”, afirma a psicóloga Jéssica.
Aprenda a lidar com gatilhos emocionais
Com mais consciência, é possível reduzir impactos do estresse no corpo e na mente, segundo a psicóloga Jéssica. “Se eu sei como funciono, eu consigo saber os gatilhos que me estressam, logo eu aprendo a reagir de forma diferente a fim de evitar ou até mesmo encarar a situação com maturidade, sem me tirar do eixo. O autoconhecimento é fortalecer a saúde emocional e dar longevidade à vida, inclusive, se eu levo uma vida fortalecida emocionalmente, menos eu vou somatizar no corpo o estresse e menos eu ficarei doente”, afirma a psicóloga.


