Com a realização da Copa do Mundo, o clima de festa toma conta do país. No entanto, a quebra na rotina provocada pelo calendário de jogos e pelas festas frequentes traz um desafio para a saúde: o aumento no consumo de comidas ultraprocessadas, petiscos gordurosos e bebidas alcoólicas.
A endocrinologista Lorena Lima Amato ressalta que, embora a Copa seja um momento de confraternização, é fundamental manter a atenção aos sinais do corpo para evitar que a euforia do mundial resulte em prejuízos metabólicos a longo prazo.
Segundo a especialista, a mudança brusca nos horários e na qualidade das refeições pode desregular o organismo rapidamente. "A quebra da rotina impacta diretamente o metabolismo. Quando submetemos o corpo a picos de ingestão calórica, especialmente de açúcares e gorduras saturadas, forçamos o pâncreas a trabalhar mais e favorecemos o acúmulo de gordura visceral", explica a Lorena.
Os riscos dos exageros vão além do ganho de peso imediato. A médica alerta para a indisposição física, o cansaço excessivo e, principalmente, o impacto negativo no controle glicêmico de pacientes pré-diabéticos ou diabéticos. "É possível se divertir e torcer com entusiasmo sem estragar os resultados já alcançados com dieta, exercícios ou tratamentos em curso. O segredo não é a proibição, mas o equilíbrio e a consciência das escolhas", afirma.
A endocrinologista Lorena ressalta que, embora a Copa seja um momento de confraternização, é fundamental manter a atenção aos sinais do corpo para evitar que a euforia do mundial resulte em prejuízos metabólicos a longo prazo.
Segundo a especialista, a mudança brusca nos horários e na qualidade das refeições pode desregular o organismo rapidamente. "A quebra da rotina impacta diretamente o metabolismo. Quando submetemos o corpo a picos de ingestão calórica, especialmente de açúcares e gorduras saturadas, forçamos o pâncreas a trabalhar mais e favorecemos o acúmulo de gordura viceral", explica.
Os riscos dos exageros vão além do ganho de peso imediato. A médica alerta para a indisposição física, o cansaço excessivo e, principalmente, o impacto negativo no controle glicêmico de pacientes pré-diabéticos ou diabéticos. "É possível se divertir e torcer com entusiasmo sem estragar os resultados já alcançados com dieta, exercícios ou tratamentos em curso. O segredo não é a proibição, mas o equilíbrio e a consciência das escolhas", afirma.
Bebidas alcoolicas
Brindar com os amigos faz parte da vida social de muitos brasileiros, e não é pouca gente. Segundo a 3ª edição do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), publicado em setembro de 2025 pela Unifesp em parceria com a Senad/MJSP, 42,5% da população consome bebidas alcoólicas. Mas será que dá para curtir esses momentos sem colocar em risco a dieta, ainda mais para quem está na luta para emagrecer e se livrar daquela “pochete” insistente?
De acordo com a médica Sylvia Ramuth, diretora técnica do Emagrecentro, rede referência em emagrecimento e estética corporal, a bebida alcoólica, ao ser ingerida, é absorvida e metabolizada pelo fígado, podendo interromper temporariamente a oxidação de gorduras e carboidratos. “Enquanto o organismo está ocupado em processar o etílico, a taxa metabólica da alimentação fica em segundo plano”, reforça a médica.
Entre os modismos mais nocivos, Nathália Masun cita as dietas de jejum prolongado sem acompanhamento, protocolos cetogênicos adotados por conta própria, detox com base apenas em líquidos e o consumo exagerado de suplementos sem prescrição. “O maior problema está na forma como a dieta é seguida. Executá-las sem qualquer orientação profissional é o maior risco”.
Por isso, é fundamental adotar alguns cuidados para que o consumo social não comprometa a saúde nem atrapalhe a dieta. "Diversos estudos e guias apontam que, se você mantiver um déficit calórico global (ou seja, consumir menos calorias do que gasta), ainda pode perder peso mesmo bebendo. No entanto, vale ressaltar que o álcool não fornece nutrientes significativos e é amplamente conhecido pelos malefícios que pode causar quando consumido em excesso", finaliza Nathália.
