A cidade acorda correndo
cada um com seu próprio nó
no jornal só tragédia e fogo
mas o povo insiste em não ter dó
Tem menino jogando bola
na viela do temporal
tem poeta rimando a vida
no boteco do carnaval
Entre grito buzina e sirene
tem um samba pedindo atenção
quando a vida parece perdida
o pandeiro segura o chão
Tá tudo normal dentro do caos
o amor ainda bate no peito
se a tristeza derruba um pouco
o samba levanta, dá jeito
Se o destino bagunça a vida
a esperança ajeita outra vez
Ainda chegará a nosso dia
Ainda chegará nossa vez
