Se a Primavera chegar,
Nas flores do teu canteiro
E o Colibri altaneiro
Vier pra lhe avisar.
Saia do coma profundo
Traçando um novo roteiro,
Nas partes de um inteiro
Querendo se restaurar.
Se a Primavera chegar,
Em um nicho da viela
Na florzinha amarela
Envolta no Gravatá.
Volte o olhar para ela,
Ponha-te de sentinela:
“Se preciso, peça ajuda!”
Ela tem de se cuidar.
Se a Primavera chegar,
No teu riso adormecido
Refaça-te de improviso
Vá do riso, ao gargalhar.
Sem a crença limitante
Dê vida ao teu semblante
Liberte-se dos teus traumas
Deixe a sua... iluminar.
Se a Primavera chegar,
Com flores exuberantes
Nos florais, ou nas lavandas
Nas flores do Manacá!
No auge da madrugada
Sinta a brisa perfumada,
Depois, siga a revoada
Tal qual... o Panapaná.
Se a Primavera chegar,
No teu frasco de essência
E o perfume da ausência
Quasar, te fazer chorar.
Busque o consolo na alma
Na mansidão que te acalma
Desfazendo-se dos traumas:
Ao viver, sorrir e amar.
Se a Primavera chegar,
No frescor da Alfazema
Ou, nas rimas do poema
Pode se posicionar!
Suba no palco e atue
Qual a Fênix renascida.
Senhora do seu destino
Você nasceu para brilhar!
