Hoje eu acordei, com saudades de você.
Saudade, palavra amiga. SAUDADE!
Da minha infância querida.
Da Ciranda a cirandar.
Saudade da Borboletinha.
Da Galinha do vizinho.
Do Sapo que não lava o pé.
Saudade da Baratinha mentirosa.
Das paqueras do Footing. SAUDADE!
E agora José?
Como poderei viver?
Sem você! Sem meu Primeiro amor!
Sem minha Rosa amarela.
Tão bonita e tão bela!
Sem ver a Onça na floresta.
Que o homem desmatou!
Sem meu Boi da cara preta.
Que fugiu para o mato.
Que o fogo queimou.
Sem ver o Peixe vivo.
Pois a Canoa virou e o rio secou.
Como poderei viver?
Depois que o homem matou, queimou, petrificou!
Deus nos acuda!
Poesia na CidadeSAUDADE, palavra amiga
por Terezinha Bilia
Publicado há 10 horasAtualizado há 10 horas

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