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SÁTIRO, O POEMA FÁLICO

Poesia na CidadeSÁTIRO, O POEMA FÁLICO

Homem bestial que sou,

ferino;

de olhos sombrios,

que sussurram em silêncio ...

Trago ao rosto uma barba desalinhada.

E em meu semblante,

carrego o reflexo dos meus demônios.

Como Pã encarnado,

em pavoroso esplendor,

em teus sonhos adentro.

No aceite do teu ardente convite,

enfeitiçaste-me.

Para possuir-te,

ao teu fascino entreguei-me.

Do Fauno, o vigor da selvagem paixão.

Entregaste teu corpo nu à minha perversidade;

E, como a terra,

que possui cada raiz que nela se entranha,

e abraça os segredos de cada grão e semente,

... enraízo-me,

e em ti me afundo.

Possuo-te,

mas entrego-me,

e em ti me perco.

Dono e escravo do teu desejo,

sou teu súdito,

submisso à tua vontade.

Senhor e servo do teu corpo...

O dia esconde,

mas a noite revela.

Ó sacerdotisa profana!

Domaste-me

como a rainha dos mistérios.

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