Hoje amanheci saudosa
de um tempo longínquo
em que brincar de cirquinho
nos tornava astros e estrelas,
brilhando nos palcos da infância.
Um palito de fósforo
pego escondido da mãe
cobria o preço da entrada.
E era só alegria!
Pular corda era acrobacia
digna de muitos aplausos e
brincar de amarelinha,
era a conquista do espaço
que nos satisfazia.
No fim da tarde,
cansados de brincar,
atendíamos ao chamado:
“meninos venham pro banho,
Já é hora do jantar”
Ah! Que tempo bom era esse
que crianças não vivem mais.
Ativar a mente com sonhos?
Nem pensar! O futuro cobrará.
É!“Faz de conta” é tempo sem volta
neste nosso mundo real
de realidade irreal...
