Lágrimas que leve escoam,
Ávidas de suaves desejos.
Lampejo de esperança
No brilho dos olhos
Carentes de emoção.
Lágrimas molhando a face,
Na expectativa de mãos
Em busca de carícias.
E a malícia no olhar,
Cansado pela espera
Do sorriso que não há de ser.
Lágrimas ardentes,
Que ferem os lábios
À procura de outros lábios.
Quem dera as lágrimas,
Que se consomem ao vento,
Evaporassem no ardor
De uma louca paixão.
E a esperança nos olhos
Que brilham em lágrimas,
Não pela espera,
Mas pela sublime emoção.
