No fluxo da Bady,
eis que refleti
assuntos do coração,
e me iludi
sem a noção
de que virava zumbi.
Camões era contramão
e, na fixação,
ainda segui
até a Redentora.
Virei e me perdi
nas horas...
nas outras ruas
(atrevidas
e barulhentas vias
embaralhavam a nuca,
complicando a vida,
que seguia
na ruptura,
mas nem mais,
nem menos fluída).
Sem mistério,
atalhei na Glicério.
Voltava
ao que importava:
a rua do poeta.
Nessa via complexa,
do amor universal,
senti meu bem,
meu mal.
Durou pouco!
Dois solavancos.
Quando dei por mim,
Já era o fim!
Depois do sinal,
rumou o caminho
na Sto. Agostinho,
descobri que o fogo,
do humano amor,
apesar do ardor,
apaga-se em soluços.
Fica o sentido real
(tal qual idealizado),
só segue quem
tem coragem,
e, se ouso
nessa abordagem,
digo que o amor,
às vezes, é pouso,
n’outras, é decolagem,
sempre surreal
e visceral.
