Vinde à vindima
clamam os frutos da videira
por mãos que os apanhem!
E saem ao campo os aliciadores
às oferendas das bagas de alegria
buscam as santas mãos apanhadoras.
Promessas feitas, sonhos logrados,
à vide se acercam com mãos sequiosas
homens embriagados pela taça viscosa.
Sem provar o vinho do suado labor
os intimidados trabalhadores sorvem
o gosto dos maus tratos e a árdua rotina laboral
do fruto ainda maduro da vida escrava.