Em 2024, a Orquestra Sinfônica de São José do Rio Preto (OSSJRP) celebra 82 anos de história, encantando o público rio-pretense e de várias outras cidades com suas apresentações emocionantes. O concerto de estreia aconteceu em 12 de janeiro de 1942, em meio à 2ª Guerra Mundial. Apesar das adversidades e da falta de apoio da prefeitura na época, o evento esgotou todos os ingressos e lotou o antigo Cine Teatro Rio Preto.
Reconhecida como uma instituição sem fins lucrativos, a OSSJRP é atualmente formada por 50 profissionais, entre músicos e técnicos especializados. A orquestra tem a flexibilidade de se apresentar em formação completa ou em formato de Grupo de Câmara, com um número reduzido de músicos, para atender a diversas necessidades de contratação.
“Muitas pessoas imaginam que a OSSJRP pertence à prefeitura, mas não é verdade. Somos uma entidade do terceiro setor e podemos ser contratados para eventos particulares, os quais são nosso ‘carro-chefe’. Nosso papel na comunidade é tornar a vida das pessoas mais agradável e saudável por meio da música”, afirma o maestro titular Gilmar de Assis.
Desde sua fundação, quando era incomum uma orquestra sinfônica tocar música popular, a OSSJRP mantém um repertório diversificado, priorizando a música clássica. Entre as obras mais executadas e que não podem faltar em suas apresentações estão o Hino Nacional, o Hino do Município, “Danúbio Azul” de Strauss, “Serenata Noturna” de Mozart e “Aquarela do Brasil”, entre outras.
Ao longo de sua trajetória, a OSSJRP teve o privilégio de se apresentar ao lado de maestros e solistas de grande renome, incluindo músicos que alcançaram projeção internacional. Entre eles, Artur Ranzini, Gianella di Marco, Benito Juarez, José Viegas Neto, José de Souto Cirne, Dario Sotelo, Welson Tremura, Rafael Fuchigami, Antônio de Sousa, Ana Poloto, Cláudio Colmanet, Pio Sagrillo, Gilmar de Assis, Marcos Fregnani-Martins, Araceli Chacon, Fernando Manivela, Tony e Kleber, Luiz Carlos Ribeiro e Roberto Farat.
“Os esforços de importantes músicos da época foram fundamentais para o surgimento da OSSJRP, destacando o violinista Luiz Biela de Souza Valle, o violoncelista Artur Ranzini e o flautista Deocleciano de Souza Viana. Ranzini foi prontamente empossado como Maestro Titular, e Biela, como Spalla. Dez anos depois, em 1952, o flautista Viana compôs o Hino Oficial do Município”, revela Assis.
De acordo com o maestro, dentre os fatos marcantes, na década de 1970, a OSSJRP foi sede de um grande projeto do governo do estado de São Paulo, chamado “Núcleos Orquestrais do Interior Paulista”. Durante esse período, a orquestra recebeu subsídios do estado e também do município. No entanto, após algum tempo, o projeto não teve continuidade. No final da década de 1990, a orquestra lançou um projeto inovador de formação musical gratuita em escolas públicas. E entre 2001 e 2002, estabeleceu uma parceria com uma emissora de TV para realizar concertos em várias cidades do interior do estado.
