O Instituto Lar Esperança, no coração da zona norte de Rio Preto, foi criado oficialmente em 1993 pelo fundador Marcio Rocha e hoje, com 33 anos de história, acolhe 20 idosos em regime de longa permanência e outros 20 idosos e idosas que passam o dia no Lar pelo serviço de Centro Dia ou ‘creche do idoso’, com acolhimento e atividades diversas. Fundado como instituição filantrópica, o Lar também recebe 50 idosos e idosas uma vez por semana no centro de convivência para atividades e eventos.
Construído em uma área de dez mil metros quadrados, o Lar Esperança, segundo Marcio Rocha, é um chamado Divino desde a adolescência, quando ele pegou gosto pelo xadrez com idosos na praça do bairro Boa Vista, onde morava quando jovem. “Quando eu tinha 14 anos, eu já via o Lar como é hoje. Veio de Deus, ele mandou: vai lá e faz”, conta o fundador.
De lá para cá, Marcio passou uma temporada fora de Rio Preto e quando retornou se juntou a um grupo e com ajuda de amigos, do poder público e, principalmente, da população, o Lar foi erguido e, em 2005, atendeu a primeira moradora – uma idosa de Portugal. “Começamos a atender idosos da região e hoje temos 100% da equipe com capacidade técnica com toda assistência”, afirma.
A seleção de quais idosos e idosas serão acolhidos no Lar, como em outras instituições filantrópicas, passa pelos critérios socioeconômicos e de saúde do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Município. No Lar, as pessoas que são moradoras da instituição (longa permanência) começam o dia com banho, café, desjejum e depois vem almoço, lanche, jantar e o tradicional chá da noite às 19h. “Estamos aqui para isso”, ressalta o fundador.
Idosos e idosas do Centro Dia também recebem todo o cuidado. “Eles vêm de manhã, têm todos os serviços que os outros têm e ficam até 18h”, conta Márcio. Já os participantes do centro de convivência – 50 idosos e idosas – vão ao Lar Esperança toda terça-feira. “Aqui fazemos atividades de artesanatos, palestras para idosos, passeios, danças, festas juninas e é aberto para a população da comunidade”, explica o fundador.
Histórias
Nos 21 anos de acolhimento, muitas histórias de vidas passaram pelo Lar Esperança. “Tivemos aqui três irmãos, dois com deficiência e a irmã que cuidava de todos e vieram os três para o Lar”, conta Márcio. “Já tivemos mãe e filha, três mulheres centenárias que contavam muitas histórias que levaram a longevidade, um caso que quando mais novo tinha sido assessor político, tivemos também uma dona de prostíbulo e assim muitas histórias”, conta o fundador.
Das vivências ali no dia a dia, uma senhora que chegou no Lar e descobriu a alegria de dançar. “O marido dela não deixava ela dançar e a primeira vez que ela dançou, chorou e muito”, conta Marcio. Entre tantas experiências de vida, uma lição: “Tem uma frase que eu aprendi com um senhor em Campinas que diz que ninguém está errado, cada um vive o seu momento, agimos de acordo com a nossa evolução”, afirma.
Solidariedade
A solidariedade é responsável por atender cerca de 70% de toda necessidade que o Lar possui para garantir a assistência ao acolhimento da pessoa idosa. “Hoje temos o convênio com a Prefeitura que cobre 30% das despesas”, afirma o fundador. O restante vem das somas de doações da solidariedade da população. “O restante vem de doações, eventos e da solidariedade”, ressalta. E para ajudar, há muitas formas. “Se não fossem as doações, o Lar já teria fechado, é o que supre 70%. E pode doar roupa, móveis, alimentação (com data de validade em dia), todas as doações são de suma importância.”
As contribuições podem ser feitas por vários caminhos: você pode depositar diretamente na conta da Instituição pelo banco Caixa Econômica e banco do Brasil (dados ao lado), ou direto no PIX do Lar QRCode PIX - 71.745.186/0001-56. Todos os caminhos estão disponíveis no site do Lar Esperança https://laresperanca.org.br/como-ajudar. Além dessas formas, para ajudar o Lar, pessoa física ou jurídica, também pode fazer sua destinação solidária do Imposto de Renda devido. Todo o valor destinado segue para os fundos da Infância e do Idoso e beneficia o trabalho de acolhimento a pessoa idosa na cidade.
E a mensagem que fica, segundo Marcio, é respeito, carinho e esperança. “O grande conselho é que todos nós vamos ficar velhos. Tem um desenho que mostra o pai e a mãe segurando as mãos de um filho. Anos depois, essa imagem inverte. A gente planta e depois colhe e precisamos agora cuidar dos nossos idosos”, concluiu Márcio.

