Moedas, pequenas peças de brinquedos, tampas, pedras e até partes de objetos do dia a dia podem acabar sendo engolidas por crianças, principalmente durante a fase em que elas exploram o mundo levando objetos à boca.
Na maioria das vezes, quando o objeto é pequeno e não apresenta características de risco, ele pode atravessar o sistema digestivo sem causar complicações. Mas nem sempre é seguro esperar para ver o que acontece.
Alguns objetos podem ficar presos no esôfago, causar obstrução ou provocar lesões no aparelho digestivo. Outros, como baterias e ímãs, podem representar uma emergência médica mesmo quando a criança parece estar bem.
"Quando uma criança engole um objeto, os pais precisam saber exatamente o que foi ingerido e, principalmente, identificar se existe algum sinal de alerta. O tipo, o tamanho, o formato e o local onde o objeto está localizado fazem diferença na conduta", explica o cirurgião pediátrico Elber Nordi.
Como saber se a criança realmente engoliu o objeto?
Nem sempre os pais presenciam o momento em que a criança coloca o objeto na boca. Em alguns casos, a suspeita surge quando uma peça desaparece ou quando a criança começa a apresentar algum sintoma.
Alguns sinais podem indicar que houve ingestão de um corpo estranho: Tosse ou engasgo repentino;
Dificuldade para engolir;
Salivação excessiva;
Recusa para comer ou beber;
Dor no pescoço ou no peito;
Vômitos;
Chiado ou dificuldade para respirar;
Dor abdominal;
Alteração no comportamento da criança.
"Se existe a possibilidade de a criança ter engolido um objeto, principalmente quando os pais não sabem exatamente o que aconteceu, é importante procurar avaliação médica. A ausência de sintomas não significa necessariamente que não exista risco", alerta o especialista.
