A Anvisa autorizou o registro do primeiro medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil. O produto foi desenvolvido pela farmacêutica EMS. A semaglutida é amplamente utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle de peso, e a chegada do genérico representa um avanço no acesso da população a esse tipo de tratamento. "A chegada do primeiro genérico de semaglutida ao mercado brasileiro é uma conquista importante. A redução mínima de 35% no preço, garantida por lei, torna o tratamento mais acessível e permite que mais pessoas mantenham a adesão à terapia de forma contínua, o que é essencial para o controle da doença e a prevenção de complicações", diz a endocrinologista Lorena Lima Amato.


A partir de outubro, pessoas com mais de 70 anos poderão doar sangue no Brasil, desde que já fossem doadoras antes de atingir a idade limite. A mudança foi estabelecida por portaria publicada em julho pelo Ministério da Saúde, que também atualizou outras regras da hemoterapia. A medida busca facilitar as doações e melhorar os estoques dos bancos de sangue, considerando o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, sem deixar de preservar a segurança de doadores e pacientes.

O feijão carioca está prestes a chegar à mesa dos consumidores de uma forma inédita: como ingrediente de alimentos industrializados. A novidade é uma proteína concentrada desenvolvida a partir da “bandinha”, formada por grãos quebrados e desvalorizados no beneficiamento. Criado por pesquisadores da Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), o ingrediente agrega valor a um subproduto agrícola e pode reduzir a dependência da indústria brasileira de proteínas de soja e ervilha, em grande parte importadas. “Nosso objetivo foi obter uma proteína de uma fonte vegetal brasileira. Como o Brasil é um grande produtor de feijão carioca, pensamos em transformá-lo em um ingrediente proteico para ser usado pela indústria alimentícia”, afirmou a pesquisadora Mitie Sonia Sadahira.