No dia 21 de outubro de 2026, Rio Preto voltou a aparecer com destaque no mapa da tecnologia brasileira. O IT Conference 2026, promovido pela Visual Systems, reuniu grandes empresas e nomes de peso, com relevância nacional e internacional, para conversar sobre quatro temas que hoje definem a competitividade de qualquer negócio: inteligência artificial, segurança de dados, cyber resiliência e infraestrutura tecnológica. E não, esse papo não é só para o pessoal da TI. São decisões que já chegaram à mesa dos donos e da alta liderança das empresas.
A inteligência artificial deixou de ser promessa e virou ferramenta do dia a dia. Está no atendimento, nas análises de mercado, na produção de conteúdo e na tomada de decisão. Mas tem um detalhe que o evento deixou bem claro, e que eu sempre repito por aqui: nenhuma IA entrega bons resultados sem dados organizados, confiáveis e protegidos. A tecnologia mais sofisticada do mundo não salva uma base bagunçada. Antes de pensar no algoritmo, vale olhar para a qualidade das informações que alimentam esses sistemas.
É aí que entram a segurança e a tal da cyber resiliência. Por muito tempo, a lógica foi construir muros para impedir ataques. Hoje, a visão mais madura é outra: incidentes vão acontecer, e a pergunta certa é quão rápido a empresa consegue se levantar sem prejudicar clientes, operação e reputação. Backup, plano de recuperação, monitoramento contínuo e cultura de prevenção deixaram de ser custos e viraram estratégia. Uma empresa parada por algumas horas pode perder em um dia o que levou anos para conquistar.
E aqui vale um alerta que muita gente esquece: a porta de entrada da maioria dos problemas não é uma falha sofisticada no sistema, é o clique errado num e-mail ou uma senha anotada no post-it. Com a IA, os golpes ficaram ainda mais convincentes, com mensagens bem escritas, vozes clonadas e até vídeos falsos. Por isso, segurança também é educação. Treinar equipes, criar processos simples de verificação e conversar abertamente sobre o tema faz tanta diferença quanto o melhor firewall do mercado.
A infraestrutura fecha esse quadro. Nuvem, data centers e redes bem dimensionadas são o chão por onde a inovação caminha. Não adianta ter o carro mais moderno se a estrada está cheia de buracos. Sem esse alicerce, a transformação digital vira só discurso. O recado do IT Conference foi justamente esse: IA, segurança e infraestrutura não são agendas separadas, mas partes do mesmo projeto de futuro.
E tem um recado especial para a nossa região. Um evento desse porte, feito por uma empresa rio-pretense com mais de 30 anos de estrada e clientes entre grandes marcas do país, mostra que o interior paulista não é mais só consumidor de tecnologia. Somos também produtores de conhecimento, soluções e negócios, o que atrai talentos e fortalece o nosso ecossistema.
Se você tem uma pequena ou média empresa e está pensando que tudo isso é coisa de gigante, respira, porque não é. Boa parte dessas soluções hoje está disponível como serviço, sem a necessidade de grandes investimentos em equipamentos. O primeiro passo é fazer um bom diagnóstico: saber onde estão seus dados, quem tem acesso a eles e quanto tempo o negócio aguentaria parado. Com essas respostas em mãos, fica muito mais fácil escolher por onde começar e investir no que realmente traz resultado.
Para empresários e gestores, a lição é simples e urgente: inovar com responsabilidade. Usar a IA com propósito, tratar os dados como patrimônio e investir em estruturas que aguentem imprevistos. O futuro não espera quem ainda está decidindo se vai participar dele.
