O fotojornalismo é cheio de surpresas. Todo fotojornalista tem uma história. Esta é a minha. Anos 90, véspera de Finados, fui fotografar um cemitério que, à meia-noite, era iluminado pela população, por promessa de uma benzedeira. Ao entardecer, com duas câmeras — uma de médio formato, com filme preto e branco, e outra de 35 mm, com slide — fui conhecer o local, sem pretensão de fotografá-lo. Já passava das seis, ao pôr do sol, quando surgiu a menina. Fotografei. Ao virar, vi um menino e fotografei ambos, em preto e branco. Pareciam anjos caminhando. Foi rápido: crianças e sol se foram. Ao revelar os filmes, vi que as imagens eram fantásticas. Meses depois, ganharam prêmios em salões de fotografia. Afinal, eram ou não anjos que cruzaram meu caminho?
OLHAR ATENTOCOLUNA | OLHAR ATENTO“FOTOGRAFANDO ANJOS”
por Toninho Cury
Publicado há 1 hora

“FOTOGRAFANDO ANJOS” (Toninho Cury)