“Nem todo sofrimento é uma cruz.” Assim provou Assis Pereira, homem simples e de muita fé, que conheci neste ano, em Aparecida, durante a Festa da Padroeira do Brasil.
Em meio a milhares de romeiros no Santuário, surge uma grande romaria de São Caetano do Sul, SP. À sua frente, Assis Pereira carregava uma enorme cruz de madeira apoiada nas costas. Ao deixá-la na entrada dos arcos da Basílica, cada centímetro de sua superfície era disputado pelos devotos, que ali escreviam nomes e mensagens ou registravam seus sentimentos naquele momento emocionante. Alegre e solícito, Assis não reclamava dos 199 quilômetros percorridos em cinco dias carregando a cruz. Para ele, a fé está acima da dor, da distância e do sofrimento. Questionado, respondeu: “Só tenho que agradecer!”
