Estive neste mês em Aparecida (SP), fotografando as celebrações dos 500 anos de nascimento de São Benedito. A festa foi muito bonita. Reuniu 147 congadas de todo o país; os batuques romperam o silêncio do lugar, sobretudo nas imediações da Paróquia de São Benedito, próxima à estação rodoviária, onde o fluxo de devotos de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é intenso.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o vazio ao anoitecer na Sala das Velas do Santuário Nacional. Era um domingo. Já de dentro do espaço, prestes a ser fechado, ouvi uma voz que dizia: “à Mãe Aparecida”. Seria uma prece, um diálogo, um canto?
Ao entrar na sala, iluminada por luzes tênues e atravessada por raios crepusculares, avistei uma moça de branco, solitária. Lia, no celular, uma oração que ecoava entre as chamas das velas. De longe, sem que percebesse, fiz algumas fotos e me retirei em seguida.
