Chegamos ao final de mais um ano! E que incrível que já seja nosso terceiro final de ano juntos aqui na Coluna Mentoria! Primeiramente, aproveito este último artigo de 2025 para agradecer a você, leitor, que contribui como motivação para a escrita dos artigos semanais e, sobretudo, dá sentido de existência para esta coluna. É sempre um imenso prazer receber os feedbacks de como um ou outro ponto compartilhado aqui ao longo do ano contribuiu de alguma forma para o seu desenvolvimento.
Este ano trabalhamos mais de 50 artigos focando aspectos que deram foco ao ser humano na liderança. Embora pareça simples, em um mundo em que as transformações acontecem em ritmo frenético e em que o valor muitas vezes é dado ao que se tem e ao que se faz, dedicar-se a olhar para si, para quem você é, no papel de liderar, torna-se um grande desafio. E o convite foi justamente este: que tenhamos uma pauta de desenvolvimento de líderes que contemplem a dimensão integral do ser humano que lidera desenvolvendo o pensar, o sentir e o agir.
O propósito que tanto se fala está diretamente ligado à dimensão do ser, já que trata-se de um sentimento no final das contas. Você sente a força do seu alinhamento com o seu propósito quando o que faz está conectado com o que acredita que é o que deve ser feito. Esse alinhamento de valores e de razão de existir sempre foi muito trabalhado pelos filósofos antigos mas acabou ficando em segundo ou terceiro planos na gestão moderna atual. Muito foco na mudança e na tecnologia e pouco foco no ser humano que cuida desse processo da mudança. E já discutimos ao longo do ano muitas as consequências dessa falta de alinhamento de propósito na prática diária.
No trabalho contínuo de reforçar os pilares da nossa cultura inovadora humanizada, percebo que fazer o simples é uma forma sempre consistente de conseguir alcançar resultados desafiadores. Todo ser humano precisa de um ambiente psicologicamente seguro em que possa ser quem ele é para se colocar a serviço de um propósito comum e colaborar para que os resultados coletivos sejam atingidos. Todo ser humano precisa do sentimento de pertencimento a algo maior do que ele mesmo por si só e da satisfação e reconhecimento de fazer a diferença na vida das pessoas de alguma forma.
Que neste final de ano possamos nos permitir olharmos para nós mesmos como ser humanos para fazer uma listinha de resoluções de ano novo que estejam conectadas com nossos anseios de desenvolvimento, que conversem com nosso momento e respeitem nosso contexto atual. Que possamos nos desenvolvermos ano a ano como seres humanos para que tanto nosso fazer quanto o que venhamos a ter pelos frutos deste fazer sejam consequência da ampliação da nossa própria grandeza humana. Que tenhamos sabedoria para não permitir que as angústias da vida arranhem a nossa felicidade. E que assim, por meio da sabedoria de viver, possamos liderar de maneira mais humana e eficiente, conquistar ainda mais resultados e sermos felizes, já que a felicidade está sempre na forma que enxergamos o que a vida nos traz. E se estivermos felizes com o ser humano que nos tornamos ano a ano, teremos sempre mais condições de vivermos felizes alinhados à nossa força de propósito. Um Feliz 2026!
