Na relação entre cidade, moradia, saúde e qualidade de vida, o espaço urbano deve ser planejado de forma inclusiva, segura e sustentável. Projetos nessa área precisam ser multidisciplinares, considerando desigualdades sociais, econômicas, culturais, de gênero e raça, para garantir o acesso igualitário aos espaços e serviços urbanos.
O conceito de cidade justa propõe uma sociedade em que os benefícios e os ônus urbanos sejam distribuídos de forma equilibrada entre os cidadãos. Nesse contexto, o Direito à Cidade se entende como uma obra coletiva, voltada ao bem-estar social e não apenas à mercantilização. Esse direito é garantido pela CF e regulamentado pelo Estatuto da Cidade, assegurando moradia digna, saneamento básico, mobilidade urbana, segurança, saúde e participação popular no planejamento urbano.
Habitações insalubres afetam diretamente a saúde física e mental da população. Ambientes precários favorecem doenças respiratórias, infecções, ansiedade, estresse e depressão, especialmente em comunidades vulneráveis. A arquitetura e o urbanismo têm papel essencial na promoção da saúde coletiva e na proteção do princípio da dignidade da pessoa humana. Cidades saudáveis são ambientes urbanos livres de riscos à saúde, com acesso universal a saneamento básico, água potável, áreas verdes, transporte eficiente e equipamentos públicos.
Além disso, conceitos como metabolismo urbano, biourbanismo e escala humana reforçam a ideia de que a cidade funciona como um organismo vivo, no qual infraestrutura, meio ambiente e relações humanas estão interligados. Luxo é quando Direito, Saúde, Arquitetura e Urbanismo trabalham juntos para gerar qualidade de vida. É água que chega, esgoto que sai, árvore na calçada, ATHIS na periferia. Cidade justa é quando todo mundo cabe na planta.
