Um jardim serve para muitos fins, já a pergunta inicial serve para indicar novos caminhos e despertar a curiosidade para o tema, pois não há uma única resposta. Historicamente, jardins simbolizam o paraíso, refúgios e espaços sagrados dedicados a conectar as pessoas à natureza, mas numa visão ampliada do tema, jardins e espaços verdes, são imprescindíveis e precisam ser ampliados nos espaços urbanos.
Oferecem benefícios físicos, mentais e ambientais como a criação de microclima e flores que atrai pássaros, borboletas e abelhas, absorvem dióxido de carbono e liberam oxigênio além de regular a umidade e temperatura.
Desempenham um papel multifacetado nas obras arquitetônicas, com benefícios que vão muito além da estética, tanto nos espaços públicos como privados. A existência de jardins conectados à praças e parques, criam caminhos ininterruptos de natureza pelas cidades um convite a caminhabilidade. Um bom exemplo de projeto regenerativo são as “Florestas de Bolso”, uma técnica de restauração ecológica que cria miniflorestas de Mata Atlântica em pequenos espaços urbanos, com espécies nativas e um método de plantio denso, que exige pouca manutenção, promovendo biodiversidade e reconectando a cidade à natureza original de forma rápida e resiliente. É possível adaptar as zonas urbanas para mitigar os efeitos dos eventos climáticos extremos decorrentes do aquecimento global com planejamento e gestão eficientes da arborização urbana diminuindo acidentes com árvores por negligência.
Além de aliar beleza e funcionalidade, como nos casos dos jardins de chuva que colaboram na drenagem urbana com paisagismo permeável, há a possibilidade do cultivo de alimentos para consumo, como hortas e pomares urbanos que além de fornecer alimentos proporcionam aprendizado sobre os ciclos da vida. As áreas verdes e jardins funcionam como um refúgio terapêutico e local de contemplação, mas sua função primordial é criar espaços para vida com ambientes mais saudáveis e equilibrados, promovendo uma melhor qualidade de vida aos cidadãos.
