A serina é um aminoácido que desempenha um papel fundamental na síntese de proteínas e glicoproteínas como o colágeno, imunoglobulinas, de secreções mucosas, nucleotídeos, lipídios (fosfolipídios e esfingolipídios que são necessários para formação das células do corpo), nos ciclos do folato e da metionina, de neurotransmissores e age como precursora dos aminoácidos cisteína e glicina. A serina é considerada um aminoácido não essencial condicional, porque, em circunstâncias em que as demandas celulares são grandes, o corpo não consegue sintetizá-la em quantidades suficientes.
A serina está envolvida na biossíntese de nucleotídeos e ácidos nucleicos, que participam da divisão celular e do reparo do DNA; de fosfolipídios, componentes essenciais das membranas celulares. Estes fosfolipídios ajudam a manter a integridade e a fluidez da membrana celular, promovem a sinalização e a comunicação celular.
A serina pode ajudar na melhora das funções imunológicas e antioxidantes do intestino, na regulação da flora intestinal, pode aumentar a produção de muco no revestimento intestinal e proporciona uma barreira protetora contra bactérias e toxinas nocivas, alivia as respostas ao estresse, auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares e do envelhecimento precoce.
Crucial para o desenvolvimento neuronal, a serina é um fator neurotrófico indispensável para a sobrevivência, crescimento, desenvolvimento e manutenção dos neurônios. Ela contribui para a melhora da função cerebral, fortalece o sistema imunológico, promove alívio da esteatose hepática, da encefalopatia, melhora o diabetes, contribui para sono regular e combate a síndrome da fadiga crônica.
A serina desempenha um papel vital na síntese de fosfatidilserina, um componente essencial das membranas dos neurônios no cérebro. Ela regula a liberação de diversas citocinas no cérebro, auxilia na recuperação da função cognitiva, promove a proliferação de células-tronco neurais endógenas, a melhora do fluxo sanguíneo cerebral, inibição da inflamação, remielinização e outros efeitos protetores em lesões neurológicas. Ela contribui para a saúde neurológica, distúrbios psiquiátricos (psicose, esquizofrenia, depressão) e possui potencial terapêutico para a melhora de ELA (Esclerose lateral amiotrófica), doença de Huntington e Parkinson, demências, Alzheimer, neuropatia periférica, isquemia cerebral, acidente vascular, trauma craniano, memória, habilidades cognitivas e insônia.
A serina é necessária para a produção do triptofano, um aminoácido importante para a síntese de melatonina e serotonina. O triptofano atua como relaxante, no alívio do estresse, ansiedade, depressão, na regulação do sono, no controle do apetite e melhora da memória.
A serina auxilia na produção de imunoglobulinas e anticorpos, que são fundamentais para a regulação do sistema imunológico, fortalecimento das defesas do organismo contra infecções e doenças.
A serina pode ajudar na síntese de creatina, na produção de energia, no crescimento e reparação muscular.
As fontes com teor de serina são: carnes, peixes, algas marinhas (espiguilha), ovos, leite e derivados, feijão, lentilhas, grão de bico, soja, nozes, pistaches, amêndoas, amendoim, batata doce, sementes de abóbora e girassol, espinafre, repolho.
