A proteína C-reativa é considerada um parâmetro de referência para detectar ou descartar inflamação, ou infecção no corpo. A produção de PCR é desencadeada por estímulos como complexos antígeno-anticorpo, infecções bacterianas, virais, fúngicas, lesões teciduais.
A PCR é considerada uma proteína do sistema imunológico que fornece proteção básica como uma biomolécula de reconhecimento de padrões e como um modulador das respostas de defesa do hospedeiro, como barreiras dos tecidos, ativação vascular, respostas fagocitárias. Estas defesas do hospedeiro alimentam e gerenciam respostas do sistema imunológico adaptativo as várias etiologias de doenças.
O nível normal da PCR deve ser inferior a 3,0 mg/dL. Níveis de PCR entre 3 mg/dL e 10 mg/dL podem-se considerados ligeiramente elevados, sendo comum em gestantes, diabéticos, obesidade, depressão, tabagismo, sedentários e pode indicar risco para doenças cardiovasculares. Níveis de PCR entre 10 mg/dL e 40 mg/dL são considerados elevados, sendo comuns em pessoas com infecções e doenças autoimunes, câncer, bronquite e infarto do miocárdio. Níveis acima de 40 mg/dL é detectado em pacientes com infecções graves e maior do que 200 mg/dL são extremamente elevados e pode ocorrer em pacientes com septicemia.
Um aumento significativo no nível de PCR indica inflamação clinicamente relevante e na ausência de nível elevado ajuda a excluir inflamação/infecção. Os valores de PCR podem flutuar ao longo do dia, e as amostras de sangue coletadas podem refletir um aumento da PCR entre 36 e 50 horas após o início de uma infecção.
Um resultado positivo de PCR pode levar a suspeita da presença de inflamação, mas não identifica a sua causa. A dosagem sequencial de PCR pode fornecer uma avaliação mais precisa das alterações inflamatórias em resposta ao tratamento.
O aumento da PCR pode ser encontrado em condições inflamatórias agudas ou crônicas, como artrite, doença de Crohn, lúpus eritematoso sistêmico, psoríase, vasculite, lesão tecidual, isquemia ou infarto do miocárdio, inflamações/infecções (febre reumática, meningite, tuberculose, infecção do trato urinário, apendicite, colecistite, pneumonia, viroses), síndrome metabólica, alguns tipos de câncer, pós-cirurgia, traumatismos, tabagismo. O uso da PCR como marcador imunoquímico pode ser utilizado para acompanhar a evolução de doenças inflamatórias, infecciosas, septicemia, doenças autoimunes, cardiovasculares, respiratórias, gastrointestinais, hepáticas, renais, metabólicas, dermatológicas, neurológicas, endócrinas, articulares, neoplásicas. A elevação persistente da PCR pode indicar lesão tecidual contínua, incluindo dano miocárdio persistente. A proteína C reativa de alta sensibilidade pode auxiliar utilizada para monitorar, prevenir e tratar pacientes com síndrome coronariana aguda.
Os alimentos que promovem inflamação são os carboidratos simples e processados, frituras, carnes processadas e embutidos, os ultraprocessados com aditivos químicos, corantes, conservantes, emulsificantes.
A dieta anti-inflamatória que pode contribuir para redução a PCR inclui: ômega 3, salmão, cavala, mirtilos, morangos, framboesas, cerejas, laranjas, uvas, abacate, brotos, brócolis, couve, couve-flor, espinafre, tomate, pimentão, beterraba, lentilhas, nozes, amêndoas, sementes de chia, linhaça, girassol, aveia, quinoa, arroz integral, canela, cúrcuma, gengibre, alho, azeite de oliva, chá-verde.
