A prolina é um dos 20 aminoácidos utilizados pelo corpo humano para sintetizar proteínas. Seu nome é derivado da palavra “prolos", que significa antes da cola e indica sua natureza viscosa. Praticamente todas as proteínas do corpo humano contêm prolina. A necessidade de prolina para a síntese proteica em todo o corpo é a maior entre todos os aminoácidos.
O glutamato é o precursor para a síntese da prolina. A prolina desempenha papéis importantes na síntese e estrutura de proteínas, no metabolismo (síntese de arginina, poliaminas e glutamato), na produção de energia, na nutrição, na cicatrização de feridas, nas reações antioxidantes e nas respostas imunológicas.
A prolina é especialmente importante na produção de colágeno, um componente crucial na constituição e manutenção da integridade estrutural da pele, cartilagem, tecidos conjuntivos e ossos. Ela é relevante para a saúde, já que o colágeno representa 30% de todas as proteínas do corpo e até 70% das proteínas da pele e dos tecidos conjuntivos, como tendões, ligamentos, cartilagens, ossos e vasos sanguíneos. A prolina pode ajudar a promover a cicatrização de feridas. Durante as fases de cicatrização de feridas, os níveis de prolina aumentam nas áreas lesadas para apoiar a formação de colágeno. A prolina é vital para a integridade da pele e das mucosas, que servem como barreira física contra patógenos.
A prolina contribui para manter a força e a flexibilidade do tecido conjuntivo — tendões, ligamentos, músculos e articulações. Ela é fundamental para fortalecer a cartilagem e promover o crescimento e o desempenho dos tecidos, ajudando a estabilizar e manter as articulações saudáveis ao promover a reparação da cartilagem e do tecido conjuntivo.
A prolina é necessária para a manutenção e reparação contínua dos tecidos que compõem as paredes dos vasos sanguíneos e artérias, e com isto pode reduzir o risco de endurecimento arterial, de arteriosclerose e de doenças cardiovasculares.
A prolina tem uma atuação importante no metabolismo e energia celular, particularmente por meio da regulação da função mitocondrial. Ao ser convertida em glutamato e atuar no ciclo de Krebs, ela ajuda o corpo a utilizar o glicogênio durante o exercício e promove a manutenção da resistência física.
A prolina atua na desintoxicação do corpo ao neutralizar os radicais livres, aumentar as ações das enzimas antioxidantes (protege as células contra o estresse oxidativo e o envelhecimento precoce) e atua como quelante ao se ligar aos metais pesados, eliminando-os do corpo, e com isto evita danos às proteínas e ao DNA.
A prolina promove a regeneração do revestimento do trato gastrointestinal, promove melhor absorção de nutrientes e desempenha um papel importante na manutenção da saúde intestinal. O colágeno, rico em prolina, fortalece o revestimento intestinal e ajuda a prevenir lesões da parede intestinal e condições como a síndrome do intestino irritável.
O glutamato, ao ser convertido pela prolina, é essencial para a plasticidade sináptica, aprendizado e memória.
Em conjunto com outros aminoácidos, como a alanina, ela auxilia na transformação dos carboidratos em combustível para serem utilizados pelo corpo.
As maiores fontes de prolina são encontradas em carnes, peixes, caldo de ossos, gelatina, laticínios, ovos, aspargos, repolho, grão-de-bico, ervilhas, feijão, soja, amendoim, castanhas e nozes.
