Homocisteína é um aminoácido produzido no corpo a partir da metionina, essencial para a formação de proteínas, neurotransmissores e proteção cerebral. A deficiência pode indicar desequilíbrios metabólicos ou nutricionais, e provocar apa-tia, fadiga mental, dificuldade de foco.
Em excesso a homocistemia presente em aproximadamente 5% da população provoca inflamação, estresse oxidativo, disfunção das mitocôndrias, apoptose das células do corpo e neurônios, disfunção endotelial das artérias, rigidez da parede das artérias, oxidação do LDL, aumento da adesão plaquetária, aterosclerose e a formação de trombos, a degeneração óssea e neuroinflamação. As lesões das ar-térias aumentam o risco de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas infarto e trombose, AVC, Alzheimer, Parkinson, neuropatias periféricas, disfunção cognitiva, depressão, doenças autoimunes e renais, defeitos congênitos, diabetes, osteoporose, distúrbios psiquiátricos e câncer.
O aumento dos níveis plasmáticos de homocisteína podem ser causados por fatores genéticos, fisiológicos, nutricionais, hormonais e induzidos por drogas. Mutações genéticas que comprometem as enzimas responsáveis pela decomposição da metionina pode elevar os níveis de homocisteína. Os principais fatores fisiológicos estão relacionados ao sexo e idade. Os homens têm níveis plasmáticos de homocisteína 21% maiores do que as mulheres. Essa diferença permanece em idosos, embora as mulheres pós-menopausa tenham níveis superiores em relação as da pré-menopausa. Os níveis de homocisteína aumentam com o envelhecimento. Distúrbios nutricionais que elevam a homocisteína são: a deficiência de vitaminas do complexo B (ácido fólico (B9), vitamina B12, e B6). Os níveis normais destas vitaminas são essenciais para impedir o corpo de aumentar a homocisteína. O uso de tabaco e o consumo excessivo de álcool interfere no metabolismo das vitaminas do complexo B, elevando a homocisteína. O consumo em excesso de proteínas também pode contribuir para a elevação da homocisteína. Alguns medicamentos podem interferir no metabolismo ou absorção das vitaminas do complexo B (B6, B9 e B12), como o metotrexato, niacina, fenitoína, carbamazepina, ácido valpróico, tri-metoprima, antiácidos inibidores da bomba de prótons, alguns anticoncepcionais orais, anestésico (óxido nitroso), teofilina, anti-inflamatórios, diuréticos, medicamentos para Parkinson, para disfunção erétil (sildenafil), metformina, corticoides, e alguns medicamentos para baixar o colesterol (ácido fíbrico). As doenças renais, o hipotireoidismo e a diminuição de estrogênio aumentam os níveis de homocisteína.
O valor de referência para a homocisteína plasmática para mulheres é de 6 a 12 mmol/l e para homens é de 8 a 14 mmol/l.
O tratamento para reduzir a homocisteína baseia-se na ingestão de alimentos ricos em vitaminas do complexo B e quando necessário a suplementação das vitaminas deficientes. Os alimentos que podem reduzir a produção de homocisteína são: os ricos em vitaminas do complexo B (B6 - banana, feijão, fígado, ovos, peixes, abacate, nozes, semente de girassol; B9 - espinafre, couve, brócolis, lentilha, feijão, laranja, morango, kiwi, manga, semente de girassol e B12 - fígado, carnes magras, ovos, leite, peixes e frutos-do-mar, levedura de cerveja), betaina - beterraba, quinoa, gérmen de trigo, frutos-do-mar e mais magnésio, zinco. Para baixar a homocisteína deve-se evitar excesso de carnes vermelhas, laticínios, o uso de tabaco, o consumo de álcool e alimentos ultraprocessados, carboidratos refinados.
