A galactose é um açúcar simples (monossacarídeo) e um dos componentes do açúcar do leite, a lactose. Ela é essencial para inúmeros processos biológicos e um constituinte vital da dieta humana, principalmente por meio do aleitamento materno. Quando combinada com glicose, a galactose forma a lactose. Ela é absorvida por meio dos alimentos no intestino e posteriormente transportada para o fígado pela corrente sanguínea. No fígado, é convertida em glicogênio e serve como reserva rápida de energia.
A galactose é um nutriente que fornece energia, atua como substrato básico para a biossíntese de muitas macromoléculas (glicolipídios e glicoproteínas) em diversos tecidos, que são fundamentais para a estrutura das células, comunicação celular e resposta ao sistema imunológico.
A ingestão de galactose pode ser benéfica para os diabéticos, porque a galactose não depende da insulina, por ser convertida em glicose pelas enzimas do pâncreas.
A galactose, um açúcar de baixo índice glicêmico, aumenta a saciedade e a oxidação (queima) e utilização de gordura.
A galactose é a base estrutural do leite humano. Ela atua diretamente na flora intestinal ao servir de alimento (combustível) para bactérias benéficas. A maior parte da galactose consumida, principalmente após a quebra da lactose do leite, é absorvida no intestino delgado para gerar energia, e a porção não absorvida estimula o crescimento de bactérias benéficas no intestino grosso, que ajudam no fortalecimento da imunidade.
A galactose, além de fonte alternativa de energia, participa da síntese de mielina, garantindo que os impulsos elétricos e a comunicação entre as células cerebrais ocorram de forma rápida e eficiente. Além de melhorar as funções dos neurônios, ela pode ter um efeito benéfico e protetor em pacientes com distúrbios da função cerebral, como a doença de Alzheimer.
A ingestão baixa ou moderada de galactose induz efeitos cardiovasculares mais suaves do que os outros açúcares. O excesso de galactose pode desencadear doenças cardiovasculares devido ao estresse oxidativo nas mitocôndrias, inflamação crônica e produtos de glicação avançada, o que pode resultar em hipertrofia cardíaca, fibrose tecidual e disfunção diastólica e redução da capacidade de bombeamento do miocárdio.
A galactosemia é uma doença metabólica hereditária, caracterizada por apresentar nível elevado de galactose no sangue devido a uma deficiência de enzimas que são essenciais para digestão e metabolismo da galactose. Os sintomas incluem vômitos, dor abdominal, diarreia, crescimento anormal, atraso de desenvolvimento, icterícia, aumento do fígado, perda óssea, déficit cognitivo, catarata. Ela é tratada com a eliminação total de leite e derivados.
Na pele, o excesso de galactose forma a glicação (união de açúcar e proteínas), danifica as fibras de colágeno e elastina, tornando-as rígidas e quebradiças, o que facilita o aparecimento de rugas, perda da firmeza e flacidez.
A galactose pode ser encontrada principalmente no leite dos mamíferos e, em menor quantidade, no abacate, beterraba, espinafre, figo, caqui, uvas, tomate, kiwi, ameixa, cereja, mamão, laranja, amora, pêssego, amêndoas, cacau, grão de bico, lentilha, ervilhas, feijões, mel, aipo, cereais, orégano.
