A frutose é classificada como um açúcar simples e natural presente em frutas, suco de frutas, vegetais e mel. O metabolismo da frutose, diferente da glicose, não precisa de insulina para ser metabolizada pelo organismo. A frutose natural encontrada nas frutas fornece energia, fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, que ajudam a evitar picos de glicose no sangue e é benéfica para a saúde.
A frutose é perigosa porque o seu efeito adoçante é duas vezes maior do que o da glicose, o que pode torná-la viciante. Ao contrário da glicose, que pode ser utilizada por praticamente todas as células, a frutose, após ser absorvida pelo intestino, é metabolizada no fígado. A frutose mais glicose forma a sacarose (açúcar de mesa). O excesso de frutose no fígado pode provocar esteatose hepática, inflamação, fibrose e cirrose.
Em condições normais, o metabolismo da frutose contribui para transformá-la em energia, em reserva de energia na forma de glicogênio, lactato e gordura. A frutose pode ser produzida pelo corpo a partir da glicose, particularmente em doença renal, diabetes, hipertrofia cardíaca e desidratação.
A ingestão exagerada e crônica de frutose contribui para diversas consequências à saúde, como o aumento da produção de radicais livres, síndrome metabólica, resistência à insulina, diabetes, obesidade, hipertensão arterial, gordura no fígado, aumento do ácido úrico, disbiose intestinal, doenças cardiovasculares.
Quantidades demasiadas de frutose na dieta podem causar inflamação, o que pode levar à resistência à insulina e promover o aumento da incidência de diabetes. A resistência à insulina ocorre quando as células do corpo não respondem bem à insulina, elevando os níveis de glicose no sangue.
O consumo exacerbado de frutose compromete a absorção pelo intestino, altera o equilíbrio da microbiota intestinal, aumenta a produção de gases, distensão abdominal, cólicas, flatulência e diarreia.
A frutose não estimula a secreção de insulina nem aumenta a produção de leptina, um hormônio que ajuda a regular o apetite e o equilíbrio energético. Por isso é que o consumo excessivo de frutose pode levar ao aumento da ingestão de calorias e ao ganho de peso.
O aumento de triglicerídeos em decorrência do consumo elevado de frutose é fator de risco para aterosclerose, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral.
O açúcar de cana e o xarope de milho são ricos em frutose e são amplamente utilizados pela indústria em alimentos ultraprocessados, como: sorvetes, refrigeran-
tes e sucos industrializados, cereais matinais e barras adoçadas, biscoitos recheados e doces, bolos, chás prontos, energéticos, achocolatados, molhos industrializados, iogurtes adoçados, sobremesas lácteas e geleias.
O teor de frutose nas frutas varia de acordo com o tipo. Em geral, o mel, frutas secas e maduras (manga, uva, lichia, maçã, caqui, pera, laranja, melancia, banana, ameixa seca, uva passa, figo seco, tâmara) têm maior taxa de frutose do que frutas frescas ou verdes (abacate, limão, morango, coco, maracujá, amora). Os vegetais com maior teor de frutose são: cenoura, beterraba, cebola, alho-poró, tomate, pimentão, ervilha, aspargos, abóbora, brócolis, pepino.
A ingestão de frutas inteiras é preferível em relação ao suco de frutas, porque tem vitaminas, água, minerais e fibras, que retarda a digestão, previne picos rápidos de açúcar no sangue e reduz o risco de síndrome metabólica.
