O ácido aspártico é um aminoácido não essencial (pode ser produzido naturalmente pelo corpo) e um dos componentes básicos das proteínas. Ele é produzido principalmente na hipófise, no hipotálamo e pode ser encontrado nos testículos.
O ácido aspártico apresenta atuação na regulação metabólica, nos sistemas nervoso e reprodutivo, aumenta a produção de energia, atua na síntese de proteínas e é responsável por estimular a produção de anticorpos que auxiliam no funcionamento do sistema imunológico e na regulação hormonal no corpo humano.
O ácido aspártico está incorporado em milhares de proteínas e influencia o enovelamento proteico, a estabilidade e os sítios ativos das enzimas.
Ele é substrato para a síntese de proteínas, dos aminoácidos asparagina, arginina, metionina, treonina, isoleucina e lisina, nucleotídeos purina e pirimidina (os blocos de construção do DNA/RNA, crescimento e replicação celular), é essencial no ciclo da ureia (remove o excesso de amônia do corpo), na formação de neurotransmissores (aspartato e glutamato), auxilia na liberação e síntese de testosterona e do hormônio luteinizante. O hormônio luteinizante é responsável por regular o momento em que os ovários da mulher liberam um óvulo durante o ciclo menstrual e por estimular a produção de espermatozoides nos homens. O ácido aspártico ajuda no aumento da fertilidade masculina, porque promove o aumento da quantidade e da motilidade dos espermatozoides. Ele também pode propiciar óvulos de melhor qualidade e, com isto, elevar as taxas de fertilidade feminina.
Ele auxilia na regulação da testosterona, na melhora do desempenho atlético, no combate à fadiga, no aumento da massa e da força muscular e contribui para o tratamento da abstinência de opioides.
O ácido aspártico auxilia no funcionamento do sistema nervoso e atua como neurotransmissor. Ele funciona como um neurotransmissor excitatório-chave, particularmente do cérebro e da medula espinhal. O ácido aspártico influencia os receptores do glutamato, como NMDA (N-metil-D-aspartato, um receptor fundamental para a comunicação entre neurônios no cérebro), e aumenta o influxo de cálcio nas células cerebrais. Ele atua como um canal iônico que permite a passagem de íons essenciais para funções cerebrais superiores. Pode estimular os neurônios e ativar a formação de conexões sinápticas, promover a neuroplasticidade e auxiliar na melhora da concentração, aprendizado, memória e na exaustão mental.
O ácido aspártico é um componente indispensável do ciclo da ureia, responsável pela conversão da amônia no fígado, um subproduto altamente tóxico do catabolismo de aminoácidos, em ureia, que é excretada pelo organismo.
A geração de energia celular, principalmente na forma de ATP, depende da disponibilidade do ácido aspártico, porque é um componente-chave para a produção de energia pelas mitocôndrias, principalmente em tecidos com alta demanda energética, como o coração e o cérebro.
O ácido aspártico, como precursor da glutationa, contribui para a neutralização dos radicais livres e é vital para a prevenção do envelhecimento celular, da inflamação e do desenvolvimento de diversas doenças crônicas.
As fontes nutricionais de ácido aspártico são: carnes, peixes, frutos do mar, ovos, laticínios, feijões, lentilhas, grão-de-bico, amêndoas, nozes, castanha de caju e do Pará, sementes de girassol, abóbora e gergelim, aspargo, abacate, brócolis, espinafre, batata, brotos de sementes, aveia e quinoa.
