Oscilam as ondas,
Pérolas distantes inundam a terra
Órfã de coragem, distraída ao vento.
Rompe-se em deslembranças
Marcas do passado, no presente revelado;
Asfixia irrestrita.
Pequenas vibrações
Provocam aquecimento,
Paralisia de um órgão vital
Há muito desrespeitado.
A natureza se manifesta.
Sou ministra do amor,
Excedo na compreensão,
Entendimento ainda maior.
Movo meu corpo
Junto a tantos outros em repouso,
Tento salvá-los.
Afasto as impossibilidades
Tocar no outro ser humano
Aparentemente forte, mas tão frágil
Remove todas as cascas.
Em processo de regeneração
Espíritos ignorantes, febris,
Purificam-se pelo impulso evolutivo
Tão exaustivo! E fugaz…
Nasce, em novo útero, a terra!