Já não encontro as linhas da esperança.
Não aceito tua ausência, nem perdoo teu gesto de partir.
Tão de repente desistindo da vida,
jovem, amada e formosa,
a vida brilhando intensamente na alma.
Sonhos mil recriando a vida, tão amada.
De outrora, teu corpo no leito
juvenil,
pedindo caricias mil,
amada, nas entranhas da existência,
feliz, no amor recriado,
reinventando a vida, na semente que brota,
no ventre virgem da vida.
Agora,
no leito da partida,
desistindo da vida,
tão jovem e tão infeliz.
Já não encontro as linhas da esperança,
nem aceito tua ausência,
nem perdoo teu gesto de partir,
abandonando o amor vivido,
nas entrelinhas do tempo,
do tempo de não existir.
