Não te apresses,
Vasculha tua escuridão;
Sepulta os ruídos,
Caminha no tumulto.
Recorda-te dos choros
adormecidos.
Vives ou renuncias a viver?
Tens na idade um espaço certo,
Alma desvestida!
Desapega-te,
Transcende da finitude:
Hóspede do além,
Regressa!
És convidado para as núpcias da
alma,
Evangelho dedilhado em minúcias,
Sob os véus da sublimação
Uma virtude que, chorando amor
Debruça em lágrimas, com fervor,
Prelúdio da cerimônia da vida.
Oh, alma cuidadosa!
Teu coração concorda.
Sente a dor do céu,
Entre gemidos e suspiros.
Teus olhos não ousam contemplar…
Seja mínima e exuberante,
Traz o perfume da tua infância
Um diálogo que ressoa
E uma vez, ajoelhados,
Assistimos à dança nua das
auroras
Em hora trêmula, sublime
encontro!
Devota-te!
