Há um delírio
que desatina a memória,
sustenta os vínculos,
desaba em risos,
trilha, invadindo,
deixando suspenso o tempo.
Há um medo
que reside
e, apesar de tudo, confia;
entrega, com profundidade,
o que há de vir
e se despede do que foi.
Há um dilema
que habita o vazio,
silencia porque independe,
afasta e aprende
que observar
também mostra o caminho.
Há um estado
que, se bem construído,
cultivado e refletido,
liberta e espera,
com paciência,
a plenitude do espírito.
Poesia na CidadeESTADOS DA ALMA
por Vera Mussi Hage
Publicado há 3 horasAtualizado há 3 horas

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