Há três décadas, o Cegerh Rio Preto é uma instituição de reabilitação e acolhimento de longa permanência que se dedica ao cuidado da pessoa idosa com olhar atento, humano e acolhedor. Reconhecida como referência na cidade, a instituição na lista do acolhimento privado vai além da assistência tradicional, com valorização do respeito, dignidade e bem-estar em todas as fases do envelhecimento.
Com equipe ampla e multidisciplinar, o Cegerh disponibiliza atendimento em diversas especialidades, como clínica geral, geriatria e psiquiatria, além da Casa de Repouso com acompanhamento completo e individualizado. Estrutura dividida entre a ala do Hospital Andrade de Montanhez e a Cegerh Casa de Repouso. Serviços que permitem à instituição atender a diferentes demandas de saúde física e mental e promover não apenas o tratamento de doenças, mas também a manutenção da autonomia e da qualidade de vida.
Hospital
O Hospital Andrade de Montanhez oferece atendimento geriátrico e psiquiátrico para idosos e idosas com comprometimento psiquiátrico, além de atender também adolescentes, jovens e adultos – no total são 35 vagas para todas as faixas etárias. “No hospital, o atendimento é generalizado; atendemos a partir de 12 anos, desde pacientes com burnout (esgotamento ligado ao trabalho), transtornos, depressão, psicose, autistas em grau 2 e 3 que não conseguem ficar em casa, pessoas com vícios em jogos até todos os outros tipos de patologia”, afirma a CEO da instituição, Osmari Virgínia Mendonça Andrade.
A CEO explica que o lema do hospital é trabalhar com saúde e não com a doença. “Médicos, geriatras e psiquiatras que trabalham a pessoa”, cita. No hospital, pacientes também passam por um processo de inclusão social por meio de planos terapêuticos singulares, medicamentosos e disciplinares. “Traçamos rotinas e passamos a trabalhar nos papéis ocupacionais da pessoa em tratamento”, explica a CEO.
Na questão da pessoa com 60 ou mais, os idosos e idosas com distúrbios psiquiátricos são atendidos e acolhidos também no hospital O tratamento psiquiátrico, segundo Osmari, é feito quando está no início do declínio cognitivo funcional ou no início de demência ou da comorbidade psiquiátrica, como a depressão. “E, quando chega na psiquiatria, fazemos todo o manejo medicamentoso e percebemos que muitos (chegam ao declínio) por diagnóstico errado”, explica a CEO.
O tratamento, segundo Osmari, inicia com um plano terapêutico, “para remédios e trabalho com toda uma equipe centrada nas necessidades daquela pessoa idosa. A partir daí a gente trabalha a necessidade dela. Muitos casos que eram diagnósticos errados ganham alta”, conta a CEO. Outro serviço oferecido pelo hospital é o tratamento paliativo. “No final da demência, num grau avançado, para que a pessoa não sofra, dando mais qualidade de vida”, explica.
Casa de Repouso
O Cegerh também oferece acolhimento de longa permanência com 20 acolhidos e acolhidas classificados em grau 1 e 2. “Grau 1 são aqueles idosos que têm funcionalidade para andar, comer, com boa cognição e não necessitam de nenhum dispositivo (cadeira de rodas, por exemplo). Já grau 2 são pessoas com dispositivos (bengala, andador ou cadeira de rodas), mas que têm independência para se alimentar, ajuda na questão do vestiário, um semi-independente”, explica Osmari.
Com foco na humanização, o atendimento, segundo a CEO, sempre se pauta no respeito ao máximo à capacidade de cognição da pessoa idosa. “Temos geriatra (médico) todos os dias e a gente tenta esgotar todas as possibilidades antes de ir para o hospital”, cita. Segundo Osmari, cada pessoa envelhece de um jeito. “E a Casa de Repouso precisa de um plano para o idoso a cada seis meses. A gente apresenta na planilha o que é preciso, o que está evoluindo”, afirma a CEO.
Nesta missão de manter e estimular a funcionalidade da pessoa idosa, o Cegerh promove atividades integrativas como yoga, arte, aromaterapia, dança circular, atividades físicas, fisioterapia, entre outras atividades. “Usamos todos esses recursos para resgatar a funcionalidade e as potencialidades de ocupação humana e do cotidiano”, conta Osmari.
Segundo a CEO, a população está em processo de envelhecimento sem ter quem cuide de todos. “Estamos envelhecendo e não teremos quem cuide. É idoso cuidando de idoso. As pessoas não querem ter filhos e estão envelhecendo. E é nesse processo que estamos (sociedade) aprendendo como envelhecer”, reforça.
Nessa linha, a proposta da Cegerh é montar consultórios de psiquiatria e geriatria para mais um serviço prestado à comunidade. “Mais um serviço para fazer um trabalho mais criterioso, pois talvez a pessoa chega aqui e o que ela precisa é de uma inclusão social e não de uma internação. Então, é uma nova visão com várias opções e um trabalho mais assertivo, sem estigmatização”, analisa Osmari.

