O conceito de morar bem no Brasil está passando por uma transformação profunda. Se antes o alto padrão era sinônimo de ostentação, hoje o luxo é silencioso e focado no bem-estar. Biofilia, conforto sensorial e conexão emocional com os espaços tornaram-se os novos pilares da arquitetura contemporânea — um movimento que o Casa Paulistano, novo lançamento da Costantini Incorporadora, traz agora para São José do Rio Preto.
Localizado estrategicamente ao lado do Shopping Iguatemi, o empreendimento introduz o conceito de residências suspensas, onde arquitetura, interiores e paisagismo se fundem para criar refúgios atemporais.
Para Matheus Costantini, presidente da incorporadora, o projeto simboliza um amadurecimento do mercado local. "O Casa Paulistano foi desenhado para quem busca um luxo mais autêntico e humano. Nosso propósito foi elevar o padrão de moradia em São José do Rio Preto, unindo a sofisticação urbana à serenidade da natureza em um projeto que prioriza, acima de tudo, a qualidade de vida de quem o habita", afirma.
Para entender como essa visão se traduz em cada detalhe do projeto, a revista Bem-Estar conversou com os três renomados escritórios responsáveis pelo desenvolvimento do empreendimento: Baggio Schiavon Arquitetura, MF+ Arquitetos e Tellini Vontobel. Eles estiveram em São José do Rio Preto para o encontro “Do conceito ao detalhe: descubra como nasce um novo marco de sofisticação”, evento reuniu parceiros do mercado para debater o desenvolvimento do Casa Paulistano.
Baggio Schiavon Arquitetura
Manuel Marcos Baggio Pereira
Sócio-fundador e diretor da Baggio Schiavon Arquitetura
“São José do Rio Preto encanta pela qualidade de vida que oferece. Acredito que o projeto Casa Paulistano potencializa e oferece uma excelente opção de morar nesta bela cidade”
Manuel Marcos Baggio Pereira
O conceito de “luxo silencioso” tem redefinido o alto padrão em diversos mercados. Na sua visão, o que diferencia um projeto que apenas acompanha essa tendência de outro que, de fato, consegue materializá-la de forma consistente — especialmente em cidades em pleno processo de qualificação urbana, como São José do Rio Preto?
Manuel Marcos Baggio Pereira: A beleza visual de um edifício é a composição harmônica da sua volumetria em combinação com os materiais de acabamento utilizados em sua fachada. A qualidade e o conforto dos diversos espaços das áreas privativas e comuns, assim como os elementos do paisagismo e o cuidado com a sustentabilidade do empreendimento, fazem uma obra de excelência. Hoje, talvez inspirado na arquitetura modernista dos anos 1960, em que o simples nem sempre é o melhor, mas o melhor sempre é simples, vemos e entendemos que o luxo é silencioso.
No desenvolvimento do Casa Paulistano, quais foram as decisões arquitetônicas que buscaram traduzir esse novo olhar sobre o morar — e em que medida o projeto se posiciona como um marco dessa transformação no contexto local?
Manuel Marcos Baggio Pereira: O nome do empreendimento Casa Paulistano traduz o conceito que direcionou este projeto e esta obra. Espaços generosos, como o terraço dos apartamentos, buscam proporcionar ao morador o prazer de viver neste edifício, aproveitando o visual e a paisagem existentes naquele local. As áreas de convívio dos moradores, projetadas para oferecer o máximo de ambientes de convivência e lazer com extremo conforto, são ainda mais valorizadas pela beleza e integração com o paisagismo, tornando o empreendimento um local único para morar com qualidade.
MF+ Arquitetos (Interiores)
Filipi Oliveira
Sócio-fundador mf+arquitetos
“Os clientes buscam projetos mais autorais, mais humanos e mais alinhados ao seu estilo de vida”
Filipi Oliveira
O “novo luxo” passa menos pela ostentação e mais pela construção de experiências sensoriais e afetivas. Como os projetos de interiores podem transformar esse conceito em algo perceptível no dia a dia — e o que diferencia um projeto comum de um que realmente entrega essa experiência?
Filipi Oliveira: O conceito de “novo luxo” está muito mais ligado à forma como os espaços fazem as pessoas se sentirem do que à simples ostentação de materiais ou elementos decorativos. Hoje, um projeto de interiores de alto padrão precisa gerar pertencimento, conforto, bem-estar e conexão emocional com a rotina de quem vive aquele espaço. Na arquitetura de interiores, isso se traduz em decisões sutis: a entrada de luz natural, a forma como os ambientes se conectam, a escolha dos materiais, a acústica, a iluminação indireta e a sensação de acolhimento. São aspectos que muitas vezes não são percebidos racionalmente, mas são sentidos constantemente.
No caso do Casa Paulistano, como as escolhas de materiais, texturas e linguagem estética foram pensadas para criar essa atmosfera de bem-estar e sofisticação — e de que forma isso contribui para posicionar o empreendimento dentro de um novo patamar de alto padrão na cidade?
Filipi Oliveira: No Casa Paulistano, buscamos construir uma atmosfera sofisticada de forma natural e atemporal. A escolha dos materiais priorizou ambientes acolhedores, elegantes e sensoriais, evitando excessos e apostando em uma sofisticação mais silenciosa. Tons neutros, materiais naturais, texturas táteis, madeira, pedras e tecidos aconchegantes foram combinados para transmitir conforto visual e sensorial. A linguagem contemporânea do projeto também valoriza a fluidez entre os ambientes e a integração entre arquitetura e interiores, criando uma experiência residencial mais humana. Esse conjunto posiciona o empreendimento em um novo patamar de alto padrão, alinhado a um mercado que valoriza cada vez mais qualidade espacial, bem-estar e experiência de vida. O Casa Paulistano traduz essa mudança ao unir elegância, conforto e identidade de forma equilibrada.
Tellini Vontobel (Paisagismo)
Danielle Auler Cunha
Arquiteta sócia
“O alto padrão passa a ser menos sobre ostentação e mais sobre intenção.”
Danielle Auler Cunha
A integração entre natureza e arquitetura vem se consolidando como um dos pilares do alto padrão contemporâneo. O que caracteriza um projeto de paisagismo que vai além da estética e realmente impacta a qualidade de vida — e como isso vem evoluindo no mercado brasileiro?
Danielle Auler Cunha: Hoje, o paisagismo de alto padrão deixa de ser apenas contemplativo e passa a atuar diretamente na experiência de viver. Um projeto realmente relevante é aquele que melhora o microclima, promove bem-estar, cria espaços de desaceleração e aproxima as pessoas da natureza no cotidiano. Existe uma busca cada vez maior por ambientes mais humanos, sensoriais e integrados, e isso vem transformando o mercado brasileiro. O luxo contemporâneo já não está no excesso, mas na qualidade da experiência, no conforto emocional e na sensação de equilíbrio que os espaços proporcionam.
Considerando o Casa Paulistano, como o paisagismo foi pensado para reforçar essa conexão com o natural em um empreendimento vertical — e em que medida esse tipo de abordagem ainda é pouco explorado no cenário local?
Danielle Auler Cunha: No Casa Paulistano, o paisagismo foi pensado para transformar a experiência de morar em altura em algo mais próximo de uma casa inserida na natureza. A vegetação abundante, os percursos orgânicos, a presença da água e a integração entre interiores e áreas externas criam uma sensação constante de refúgio. Em cidades como São José do Rio Preto, ainda é pouco comum ver empreendimentos verticais em que o paisagismo participe da construção da experiência de forma tão estrutural, não apenas como composição estética, mas como elemento central da arquitetura e do bem-estar.
