Um estudo internacional publicado por Grant, Buchanan e Shockley, na Journal of Applied Psychology, reforça a importância das férias para a saúde mental. A pesquisa aponta que períodos de descanso contribuem para o bem-estar psicológico, ajudam a reduzir o estresse e promovem a recuperação emocional, benefícios cada vez mais relevantes diante do aumento dos casos de ansiedade e esgotamento profissional.


Depois de uma noite mal dormida, muitas pessoas sentem uma vontade quase irresistível de consumir alimentos ricos em gordura, açúcar e carboidratos. Embora esse comportamento seja frequentemente associado à ansiedade, a ciência tem uma explicação. "Quando dormimos pouco, o cérebro entra em um estado de maior vulnerabilidade, o apetite fica desregulado com produção maior de grelina (hormônio da fome) e mais vontade de energia. Isso aumenta a atração por alimentos que oferecem energia rápida e uma sensação imediata de bem-estar", explica Sophie Deram, nutricionista, doutora pela FMUSP e pesquisadora em Neurociência do Comportamento Alimentar.

Entre os erros mais comuns de quem tenta emagrecer estão pular o café da manhã, permanecer longos períodos em jejum e eliminar completamente certos alimentos da rotina. Embora essas estratégias pareçam acelerar a perda de peso, elas podem dificultar a manutenção de hábitos saudáveis a longo prazo. “Quando os hábitos alimentares são marcados por muitas restrições, a pessoa pode encontrar mais obstáculos para seguir o planejamento nutricional no dia a dia. Por isso, abordagens mais flexíveis e adaptadas à realidade de cada indivíduo costumam apresentar benefícios mais consistentes”, orienta Fernanda Lopes, nutricionista da Six Clínic.

A perda de massa muscular durante uma internação pode começar mais rápido do que muita gente imagina. Um estudo publicado em 2025 na revista científica Critical Care, conduzido por pesquisadores da Universidade e dos Hospitais Universitários de Genebra, na Suíça, mostrou que pacientes com menor quantidade de massa muscular na admissão em Unidades de Terapia Intensivas (UTIs) apresentam maior risco de mortalidade e recuperação mais lenta. De acordo com a crescente atenção dada atualmente à deficiência de testosterona, exige-se um olhar mais criterioso para suas causas.