O avanço do uso das canetas emagrecedoras transformou a forma como muitas pessoas conduzem a perda de peso. Ao mesmo tempo, especialistas observam um desafio: pacientes que comem menos, mas não necessariamente melhor. O gastroenterologista e cirurgião geral Mauro Lúcio ressalta que o principal erro é associar o sucesso do tratamento apenas à redução das calorias. "As canetas emagrecedoras diminuem o apetite, mas não substituem uma alimentação equilibrada. Quando o paciente passa a ingerir pequenas quantidades de alimentos com baixo valor nutricional, o organismo deixa de receber proteínas, vitaminas, minerais e fibras fundamentais para preservar a saúde”.


A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) alerta que a grande variação de temperatura, comum no inverno , aumenta o risco de crises de asma e rinite . A alternância entre frio e calor resseca e fragiliza a mucosa das vias aéreas, facilitando a ação de vírus, alérgenos e poluentes. “Do ponto de vista biológico, inspirar ar mais frio e seco resseca o muco e diminui o batimento ciliar, mecanismo responsável por “varrer” partículas e microrganismos. Essa combinação enfraquece a barreira das vias aéreas, podendo desencadear broncoespasmo em pessoas com asma e piorar sintomas nasais em quem tem rinite. Além disso, alguns vírus respiratórios, como o rinovírus, replicam-se com mais facilidade em temperaturas nasais mais baixas”, explica Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da ASBAI.

Pessoas com apneia obstrutiva do sono vivenciam repetidas pausas respiratórias ao longo da noite, seguidas por despertares que prejudicam a qualidade do descanso. Se não tratado, o distúrbio pode, com o passar dos anos, causar problemas de saúde, como aumento de risco cardiovascular, hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes e comprometimento da memória e da concentração.

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
concluiu que brasileiros adultos que possuem esteatose hepática, p opularmente conhecida como gordura no fígado, têm 30% mais risco de desenvolverem diabetes tipo 2.