Em dezembro de 1987, fotografei as festividades de fim de ano na antiga sede da ARPROM (Associação Rio-pretense de Proteção ao Menor), a convite de seu fundador, o Juiz de Direito Dr. Sílvio Irineu Bednarski, e de seu braço direito, Cabo Adelso. Na ocasião, foram distribuídas cestas de Natal e presentes aos estudantes e seus familiares. Ser “guardinha” da ARPROM — como eram conhecidos — representava, à época, sonho e orgulho para as crianças e suas famílias.
A ARPROM foi criada com o propósito de formar crianças e adolescentes de famílias de baixa renda por meio do trabalho, preparando-os como homens de caráter e com qualificação profissional. Eram admitidos jovens entre 14 anos e 18 anos incompletos. Os meninos permaneciam na associação em período integral, exceto quando estavam nas empresas onde atuavam como aprendizes. Muitos, ao atingirem a maioridade, eram efetivados nas próprias organizações em que haviam aprendido o ofício.
Com a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, em junho de 1990, houve mudanças significativas. A Arprom adequou-se à nova legislação e segue atuante, mantendo sua proposta de formação pautada em valores.
O ensaio resultou em imagens marcantes e emocionantes, como a que ilustrou matéria publicada no “Diário da Região”.
Toninho Cury
Fotógrafo
@toninhocury
