Sem dúvida, as adversidades da vida (perdas, doenças, separações, problemas financeiros, decepções...) geram medos, angústias, insônias, nervosismos... Mas, devemos levar em consideração que muitos dos nossos sofrimentos nascem de fatos imaginários e não de situações reais. Às vezes, nossa mente cria problemas que não existem, por isso precisamos aprender a dominá-la.
Sofrer por antecipação é uma distração do presente que resulta em muita ansiedade, já que deixamos de viver plenamente o aqui/agora.
A ansiedade é uma preocupação com um possível perigo futuro, embora haja também a ansiedade de passado: ficamos remoendo, ruminando o que já passou, mas que, em nosso ponto de vista, poderia ter sido diferente.
Quando a ansiedade tem um grau leve, é considerada benéfica, pois nos leva a sermos produtivos. Funciona como um mecanismo de defesa para nos livrar dos perigos que nos ameaçam.
Entretanto, se deixarmos a ansiedade dominar a nossa mente, ela passa a ser patológica e deve ser combatida, para que não vivamos à sombra do medo, sofrendo as consequências deste: taquicardia, arrepios pelo corpo, suor excessivo, formigamentos, falta de ar, insônia, e a saúde prejudicada.
A ansiedade tem origem nos medos exacerbados. Precisamos identificá-los e aprender a lidar com eles. Não vamos parar de sentir medo, ele tem o seu lado bom ao atuar como um mecanismo de sobrevivência, mas não podemos nos deixar paralisar pelo medo irracional, descabido.
Os diversos tipos de medo, dependendo da intensidade deles, são capazes de desencadear muitos transtornos ansiosos (pânico, fobias específicas...) que comprometem nossas funções físicas, mentais e emocionais, podendo nos levar à depressão.
Para vivermos livres da ansiedade patológica, é preciso que comecemos a exercer domínio sobre nosso corpo, sobre nossa respiração. Entender que apenas estamos diante de uma situação que nos causa medo, mas que, na maior parte das vezes, temos condições de enfrentá-la e obter resultados a nosso favor.
As técnicas de relaxamento e de respiração são excelentes para combater a maioria dos sintomas da ansiedade. Igualmente a espiritualidade, o sono adequado, a alimentação correta, a hidratação suficiente, as boas interações sociais, a higiene mental e principalmente os exercícios físicos.
Quando relaxamos, o nosso corpo e a nossa mente têm a chance de se livrarem das tensões acumuladas, de se prepararem para novos desafios, de se desligarem dos problemas!
Na respiração profunda (diafragmática) podemos inspirar, além do ar, e através do pensamento, tudo de bom que estamos procurando (paz, coragem, autoconfiança, autoestima...) e expirar, com o ar que sai dos nossos pulmões, tudo o que não queremos mais em nossa vida (medos, traumas, rejeições, angústias...)
Para combatermos a ansiedade patológica, precisamos identificar os nossos pensamentos disfuncionais e procurar evidências que os sustentem ou não. Se não as encontrarmos, devemos substituí-los por pensamentos mais adaptativos e realistas. Isto é, precisamos reavaliar nossas cognições e reestruturá-las, se for o caso. Trazer o nosso pensamento para o presente (aqui/agora) e não antecipar o futuro. Também considerar que o passado já se foi e nada podemos fazer para modificá-lo, apenas aprender com os erros e experiências que ele nos trouxe.
Importante sempre nos lembrarmos de que pensamentos não são realidades e sim, possibilidades!
Esperar sempre pelo melhor e não catastrofizar!
