A maltose, ou açúcar de malte, é um açúcar (dissacarídeo) formado por duas moléculas de glicose ligadas entre si, derivadas do amido. A maltose é formada de alimentos com malte ou no intestino pela quebra parcial do amido. No corpo humano, a enzima maltase é responsável pela quebra química, ou hidrólise, da maltose em duas moléculas de glicose. O malte é o produto da germinação de grãos de cereais. Os grãos são germinados em água, o que permite que as enzimas presentes nos grãos liberem maltose, outros açúcares e proteínas.
Durante o processo de maltagem, os grãos germinados são mantidos sob condições controladas para a produção de malte e sua conversão em maltose. O açúcar e as proteínas do malte são ingredientes nutritivos e essenciais para o fermento, e é por isso que o malte se tornou fundamental para a produção de cerveja, uísque, vinagre de malte ou aditivo alimentar. Este açúcar é fermentado pela levedura para produzir álcool e gás carbônico, além de contribuir como espessante e realçar o sabor da cerveja. A maltose também pode ser produzida quando a glicose é caramelizada, ou seja, aquecida em alta temperatura. O xarope de maltose é conservante, espessante, anticalcário, isento de glúten, de alérgenos e de frutose.
A maltose é muito semelhante a outros açúcares dissacarídeos, como a sacarose e a lactose. Uma das principais diferenças entre a maltose e a sacarose é o sabor. A maltose é menos doce do que outros tipos de açúcar. A sacarose dissolve com mais facilidade na água. Ainda que a maltose tenha um sabor menos doce que a sacarose, seu impacto nos níveis de glicose no sangue é semelhante.
Diferentemente da sacarose ou da lactose, a maltose raramente é consumida em sua forma pura, sendo, na maioria das vezes, oriunda naturalmente da digestão de amido ou quando adicionada em alimentos. Como a maltose possui alto índice glicêmico, ela afeta a quantidade de glicose encontrada no sangue.
Do ponto de vista nutricional, a maltose fornece a mesma quantidade de calorias que amidos e outros açúcares, e, quando ingerida, ela é rapidamente quebrada no intestino e absorvida pelo organismo. Ela é fonte de energia, oferece suporte a atividades físicas, tem ação prebiótica para as bactérias intestinais.
Os músculos, fígado e cérebro podem converter glicose em energia. Na maior parte do tempo, o cérebro obtém sua energia quase que exclusivamente da glicose. Uma vez atendidas as suas necessidades energéticas, a glicose restante na corrente sanguínea é transformada em lipídios e armazenada como gordura.
Os malefícios e efeitos colaterais do consumo de maltose devem-se ao alto índice glicêmico e ao consumo excessivo, que pode levar à diabetes, obesidade, doenças cardíacas, renais, esteatose hepática, desnutrição, cáries dentárias, problemas gastrointestinais por intolerância à maltose — uma falha enzimática pela incapacidade do intestino de decompor as moléculas de açúcar presentes nos alimentos.
Os grãos maltados são comumente usados como realçadores de sabor e cor, agentes de textura e adoçantes. O xarope de malte é utilizado na produção de doces, balas, sorvetes, panificação (pão, biscoitos), pizza, hambúrgueres, sobremesas congeladas, frutas em conserva, melaço, barras e bebidas energéticas, refrigerantes, cereais matinais, temperos, molhos e produtos farmacêuticos, fabricação e fermentação de cerveja, sidra, uísque, vinagre.
Os alimentos que contêm maltose são: o trigo, farinha de milho, arroz integral, cevada, centeio, espelta, kamut, batata-doce cozida, pera, pêssegos.
